Kakao entertainment é apontada como responsável pelo encerramento do bato.to e mira em outros sites
A gigante sul-coreana Kakao Entertainment foi identificada como a força motriz por trás do desparecimento do agregador de mangás Bato.to, com ameaças legais se estendendo a MangaPark e AniXL.
23/01/2026 às 19:04
A indústria de distribuição não oficial de conteúdo asiático está enfrentando um novo e poderoso adversário. A Kakao Entertainment, um braço de mídia significativo da conglomerado sul-coreano Kakao, foi apontada como a entidade responsável pelo encerramento abrupto de um dos maiores agregadores de leitura de mangás da internet, o Bato.to.
A ação da Kakao não parece ser um evento isolado. Fontes indicam que a companhia, que possui vastos interesses em propriedade intelectual e plataformas digitais, está intensificando sua postura contra o que considera violação de direitos autorais em plataformas internacionais. O fechamento do Bato.to, que servia como um repositório popular para traduções feitas por fãs (scans), sinaliza um movimento estratégico para proteger seus ativos digitais globalmente.
Expansão da Ação Legal
O impacto do movimento da Kakao já se fez sentir além do Bato.to. Relatos sugerem que a empresa direcionou seu foco para outros grandes nomes no espaço de distribuição de conteúdo. Especificamente, os sites MangaPark e AniXL foram citados como os próximos alvos potenciais de ações legais movidas pela conglomerado de entretenimento sul-coreano.
Este desenvolvimento levanta questões importantes sobre a soberania da propriedade intelectual no ecossistema digital internacional. A Kakao Entertainment, conhecida por suas incursões no mercado de webtoons - quadrinhos digitais populares na Coreia do Sul - e por possuir direitos sobre inúmeras obras japonesas e coreanas, utiliza sua força financeira e jurídica para impor controle sobre onde e como seu conteúdo é acessado.
O Efeito dominó no consumo de mangá
O Bato.to era amplamente utilizado por leitores que buscavam acesso rápido e variado a títulos, muitas vezes antecipando lançamentos oficiais internacionais ou consumindo obras que ainda não haviam recebido licenciamento formal em seus territórios. A cessação de suas atividades força os consumidores a reconsiderarem suas fontes de leitura.
Enquanto a indústria legal, incluindo editoras como a Viz Media e a Kodansha, há muito tempo luta contra a pirataria, a intervenção direta de um conglomerado poderoso como a Kakao em plataformas de terceiros marca uma escalada na abordagem de resposta.
A mira nos sites MangaPark e AniXL, ambos com grande tráfego e reputação estabelecida entre a audiência de mangá, indica que a estratégia da Kakao é focar em interromper os centros nevrálgicos da distribuição não oficial. Analistas do setor observam que, se for bem-sucedida, esta ofensiva pode levar a uma reestruturação significativa no modo como os fãs consomem mangás e animes online, empurrando a demanda de volta para serviços de streaming e leitores digitais licenciados, complementando a crescente popularidade de plataformas como o Webtoon oficial.
Analista de Webtoons e Direitos Autorais
Especialista em análise de propriedade intelectual (IP) de webtoons coreanos, com foco em verificação de autenticidade de criadores e plataformas digitais como KakaoPage. Foca em relatar discrepâncias e desinformação com base em evidências legais ...