As limitações e a evolução da técnica rasenshuriken de naruto: Uma análise sobre segurança e poder

A proibição inicial do Rasenshuriken e seu uso posterior contra Pain levantam questões sobre a evolução da técnica e os riscos para Naruto Uzumaki.

Analista de Anime Japonês
Analista de Anime Japonês

11/01/2026 às 17:51

31 visualizações 5 min de leitura
Compartilhar:

A introdução do Rasenshuriken na jornada de Naruto Uzumaki marcou um ponto de inflexão em seu poder, transformando-o de um jutsu extremamente ofensivo em uma das suas armas mais devastadoras. No entanto, a aplicação inicial desta técnica logo após a batalha contra Kakuzu gerou preocupações significativas entre os líderes de Konoha, culminando em uma proibição formal imposta pela Quinta Hokage, Tsunade.

O perigo celular do jutsu

O cerne da preocupação residia no dano colateral que o Rasenshuriken infligia ao próprio usuário. Distinto do Rasengan padrão, o Rasenshuriken operava em escala celular quando atingia o alvo, desintegrando as células inimigas. Contudo, quando Naruto utilizava a técnica, o chakra da Besta com Cauda que ele estava manipulando reagia de forma imprevisível com sua constituição física. O resultado era uma destruição em larga escala nas células do próprio portador do jutsu, levando a potenciais lesões permanentes e debilitantes.

Diante desta ameaça à longevidade e capacidade de combate do protagonista, Tsunade impôs medidas restritivas, proibindo Naruto de empregar o Rasenshuriken em campo aberto ou contra alvos que poderiam forçá-lo a usar a técnica a todo custo. A segurança do jinchuuriki era prioridade, visto que ele era essencial para a defesa da Vila Oculta da Folha.

A solução dos clones e a mudança de paradigma

Uma das soluções táticas que foram debatidas por estrategistas na época envolvia o uso pragmático dos clones de sombra (Kage Bunshin no Jutsu). A lógica era simples: se o dano era autoinfligido, bastaria que um clone executasse a técnica, absorvesse a reação negativa, e se dissipasse, transferindo a experiência, mas poupando o corpo principal de Naruto. Esta tática permite que o poder do ataque seja acessado sem o custo físico extremo.

Apesar desta alternativa teórica, uma mudança drástica ocorre durante um dos momentos mais críticos da série: o confronto contra Pain (Nagato). Neste cenário de ameaça existencial à aldeia, Naruto não hesita em utilizar o Rasenshuriken, e aparentemente, os riscos de danos permanentes são minimizados ou controlados.

A evolução necessária para o combate contra Pain

O que permitiu a Naruto reintroduzir a técnica em um momento de vida ou morte? A explicação reside no desenvolvimento de seu controle sobre o chakra da Nove Caudas e na subsequente evolução do próprio jutsu. Durante o treinamento com Kakashi Hatake e Yamato, Naruto aprende a manipular o chakra da Raposa de Nove Caudas de maneira mais refinada, incorporando a Modo Sábio (Senjutsu).

Nesta fase avançada, ele consegue não apenas moldar o chakra externo, mas também aprender a aplicar o ataque através de seus clones sem ter que segurá-lo com as mãos - permitindo que o golpe fosse liberado de forma menos intrusiva para seu corpo. Além disso, a transição para o poder adquirido com a Kurama, livre de ódio, estabilizou o fluxo de chakra, tornando a técnica viável sem o risco de colapso celular que o atormentava anteriormente. O Rasenshuriken, portanto, deixa de ser uma arma suicida para se tornar uma ferramenta de guerra controlada, refletindo o amadurecimento da relação de Naruto com seu poder interior.

Analista de Anime Japonês

Analista de Anime Japonês

Especialista em produção e elenco de animes e filmes japoneses originais. Possui vasta experiência em cobrir anúncios de elenco, equipe técnica e trilhas sonoras de produções de nicho, focando na precisão dos detalhes da indústria.