A persistência do corpo de zetsu em obito após a extração dos bijuus: Uma análise das biosferas de madara e do uchiha

A diferença na recuperação corporal de Obito e Madara após receberem o poder dos bijuus levanta questões sobre a assimilação do Zetsu Branco.

Analista de Anime Japonês
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21/01/2026 às 12:15

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A persistência do corpo de zetsu em obito após a extração dos bijuus: Uma análise das biosferas de madara e do uchiha

Um ponto intrigante na narrativa complexa de Naruto Shippuden reside na disparidade biológica observada entre Obito Uchiha e Madara Uchiha após seus períodos como Jinchuurikis dos Dez Caudas. Ambos estavam imbuídos com material genético do Zetsu Branco, um fator crucial para sua sobrevivência e poder em combate. Contudo, a forma como seus corpos se regeneraram após a remoção dos bijuus levanta uma questão fundamental sobre a integração dessas células.

A composição dual dos receptores

Tanto Obito quanto Madara receberam implantes significativos do Zetsu Branco. No caso de Obito, o material cobria quase metade de seu corpo, sendo essencial para mantê-lo vivo após ter sido esmagado por rochas durante a Terceira Guerra Mundial Shinobi. Madara, por sua vez, teve um de seus braços substituído por tecido do Zetsu. Durante seu tempo como Jinchuuriki, ambos demonstraram uma capacidade regenerativa notável, recuperando as partes perdidas do corpo original, como Obito detalhou sobre seu ferimento inicial e Madara sobre as batalhas contra as Bestas com Cauda.

A anomalia surge no estágio pós-extração. Enquanto Madara Uchiha apareceu restaurado à sua forma física original, sem qualquer vestígio visível do material branco, Obito Uchiha manteve uma porção substancial do corpo do Zetsu. Esta persistência sugere uma diferença na maneira como cada hospedeiro assimilou ou rejeitou o tecido vegetal/viral.

Diferentes processos de assimilação e função

A chave para entender esta discrepância pode estar na natureza da conexão de cada personagem com o Zetsu Negro e o Zetsu Branco, e o tempo de exposição ao poder absoluto do Dez Caudas. Madara era um indivíduo com uma força de vontade e determinação incomparáveis, além de possuir o poder do Rinnegan, que por si só já alterava profundamente a fisiologia.

Para Obito, contudo, o Zetsu Branco foi uma necessidade de sobrevivência imposta por Madara, e não uma escolha ativa de aprimoramento genético total. A função primordial do Zetsu em Obito era mantê-lo vivo até que o plano estivesse maduro. É possível que a integração celular em Obito nunca tenha atingido a mesma profundidade de simbiose ou aceitação que ocorreu em Madara, que buscava ativamente o poder do Sábio dos Seis Caminhos por décadas.

A permanência do Zetsu em Obito pode ser interpretada como uma evidência de que, embora o poder do bijuu tenha sido retirado, o revestimento biológico externo, que era fundamentalmente a estrutura que o mantinha unido após o trauma inicial, não foi completamente reabsorvido ou regenerado pelo próprio corpo de Obito, ficando como uma camada externa residual da transformação.

Esta distinção anatômica reflete as diferentes jornadas dos personagens no mundo shinobi, onde a força bruta nem sempre garante a transformação completa ou a eliminação da influência externa. A biologia parasitária do Zetsu parece ter se fixado de maneira mais superficial no corpo de Obito, enquanto em Madara, a união foi mais íntima, permitindo uma regeneração completa após a liberação da energia do Dez Caudas.

Analista de Anime Japonês

Analista de Anime Japonês

Especialista em produção e elenco de animes e filmes japoneses originais. Possui vasta experiência em cobrir anúncios de elenco, equipe técnica e trilhas sonoras de produções de nicho, focando na precisão dos detalhes da indústria.