A longevidade da possessão de isshiki otsutsuki e as inconsistências no tempo de transformação
A permanência de Isshiki Otsutsuki no corpo de um monge desde a era de Kaguya levanta questionamentos sobre o ritmo da trama narrativa.
A saga dos Otsutsuki em Naruto e Boruto: Naruto Next Generations apresenta mistérios complexos sobre o tempo e a eficácia dos planos de reencarnação alienígenas. Uma das questões que chamam a atenção é a longa duração da posse de Isshiki Otsutsuki, que, após ser traído e ter parte de seu corpo perdido ao lado de Kaguya, teria se alojado no corpo de um monge.
A revelação, detalhada por Amado, sugere um período de incubação extenso. O enredo indica que Isshiki precisou residir em um hospedeiro humano por um tempo considerável, desde a época em que Kaguya deu à luz seus filhos, até o clímax da Quarta Grande Guerra Ninja e os eventos subsequentes. Isso levanta um ponto de análise sobre a cronologia interna da série.
O dilema do tempo de gestação de um Otsutsuki
O questionamento central gira em torno da morosidade aparente do processo. Se Isshiki levou todo esse tempo para se estabelecer ou buscar um novo receptáculo viável, como ele conseguiu, eventualmente, transferir-se para Jigen e, posteriormente, iniciar o processo de ressurreição via Karma?
A dificuldade em aceitar essa longa espera reside na comparação com a rapidez com que outros personagens completam a transformação Otsutsuki. Tanto Boruto Uzumaki quanto Kawaki conseguem um avanço significativo de 80% na transformação do Karma em um período relativamente curto, sugerindo maior agilidade nos estágios finais do processo quando um hospedeiro compatível é encontrado.
A disparidade temporal sugere que o caso do monge pode ter sido uma situação de emergência, um estado de latência forçada após a derrota parcial de Isshiki. Talvez o corpo original do monge não fosse o hospedeiro ideal, mas serviu como um casulo temporário até que Jigen surgisse como a opção perfeita, permitindo a plena manifestação do poder sem os riscos associados a uma incompatibilidade.
O papel ambíguo de Amado
Outro elemento que merece foco é a trajetória do cientista Amado. A parceria dele com Isshiki, facilitando o desenvolvimento tecnológico necessário para a sobrevivência ou transição do Otsutsuki, contrasta dramaticamente com seu papel posterior como um defensor da paz e fonte de informações estratégicas para Konoha.
A decisão de Amado em colaborar com um ser alienígena com instintos destrutivos, visando, presumivelmente, um benefício pessoal ou científico, seguido por uma suposta redenção e busca por asilo, é um ponto crucial sobre a moralidade dos envolvidos. A natureza de sua cooperação inicial e a motivação por trás de seu eventual abandono do clã Otsutsuki moldam a complexidade da narrativa atual e o nível de confiança que os protagonistas devem depositar nele.
Essas nuances temporais e de lealdade são fundamentais para entender a mitologia expandida apresentada na obra, conectando os eventos ancestrais com as ameaças contemporâneas ao mundo Shinobi. A análise da permanência de Isshiki no corpo do monge serve como chave para decifrar a logística da ameaça Otsutsuki.