Análise aprofundada revela um mecanismo sutil por trás do poder de detecção de mentiras do príncipe tserriednich
Uma teoria detalhada sugere que a habilidade protetora da Besta de Nen de Tserriednich só é ativada se o próprio príncipe nutrir dúvidas sobre a inverdade.
A complexidade dos sistemas de Nen dentro da obra Hunter x Hunter frequentemente oferece camadas de interpretação que podem alterar fundamentalmente o entendimento de certas habilidades. Recentemente, um foco renovado tem sido o poder defensivo polêmico do príncipe Tserriednich, especificamente a função de sua Beast of Nen (Besta de Nen) ligada à detecção de enganos.
É amplamente conhecido que a Besta de Nen do príncipe marca indivíduos que mentem para ele, sendo que o acúmulo de três marcas pode levar a consequências piores que a morte, conforme sugerido por Sarkov. No entanto, a maneira exata como essa marca é aplicada tem sido objeto de especulação. A teoria central que emerge sugere que a habilidade não é ativada por qualquer mentira isolada, o que tornaria Tserriednich invulnerável de maneira quase absoluta.
A condição da dúvida como gatilho
A interpretação mais intrigante postula que a ativação do poder protetor exige uma condição dupla: a pessoa deve mentir, e Tserriednich deve estar ciente ou nutrir dúvidas sobre a veracidade da afirmação. Em outras palavras, a Besta de Nen funcionaria como um validador das suspeitas pré-existentes do próprio príncipe, em vez de um detector automático de falsidades objetivas.
Esta linha de raciocínio encontra apoio em momentos cruciais da narrativa. Um dos exemplos citados envolve a personagem Teeta. Ela não recebe a primeira marca imediatamente após proferir uma mentira para o príncipe, mas sim dias depois, no momento em que Tserriednich manifesta sua desconfiança sobre o que lhe foi dito. Isso sugere que o gatilho não é o ato de mentir em um vácuo, mas sim a consolidação da suspeita real do portador do Nen.
Evidências contextuais no uso da habilidade
A análise aponta para outras instâncias que reforçam essa mecânica dependente da intuição do príncipe. Por exemplo, em momentos em que Teeta explica conceitos, como o Zetsu, mesmo que ela não esteja mentindo, nada acontece. Isso seria esperado, pois não há base para a suspeita de Tserriednich. O terceiro uso notável ocorre quando Teeta tenta assassinar o príncipe. Novamente, o evento desencadeador para a reação da Besta parece estar ligado ao questionamento e à análise das ações de Teeta por parte do próprio Tserriednich.
Um poder que se manifestasse com base em qualquer falsidade dita na presença do príncipe o colocaria em uma posição de poder incomparável, o que muitas vezes é evitado pelos criadores em histórias complexas de poder como a de Yoshihiro Togashi. A necessidade de validação interna transforma a habilidade em uma extensão de seu instinto perspicaz, focada em proteger contra traições que ele já consegue pressentir.
Essa percepção sugere que o verdadeiro poder de Tserriednich reside menos na Besta em si e mais na sua capacidade de interpretar sinais e de desconfiar de seu entorno. Resta saber se futuras interações dele, talvez com personagens como Danjin após o treinamento com Kurapika, confirmarão ou refutarão essa condição crucial para a ativação de sua defesa mais notável.