Mistérios da imortalidade de hidan em naruto: A ausência de regeneração e o dilema das cicatrizes

A natureza da imortalidade do membro da Akatsuki, Hidan, levanta complexas questões sobre a ausência de regeneração e o paradoxo das cicatrizes.

Analista de Anime Japonês
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12/01/2026 às 06:38

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Mistérios da imortalidade de hidan em naruto: A ausência de regeneração e o dilema das cicatrizes

A longa jornada de Naruto Shippuden introduziu inimigos memoráveis, e poucos se destacam tanto quanto Hidan, o membro da Akatsuki cuja técnica de imortalidade o tornava um adversário quase imparável. No entanto, o funcionamento exato dessa habilidade, especialmente no que tange à regeneração e à fisiologia do personagem, permanece um ponto de fascínio e debate entre os entusiastas da obra de Masashi Kishimoto.

A técnica de Hidan, baseada em um ritual ao seu deus Jashin, concede a ele uma forma peculiar de imortalidade, diferente da regeneração pura vista em outros personagens, como a do Primeiro Hokage, Hashirama Senju. A evidência mais clara sobre suas limitações surge quando ele é decapitado por Asuma Sarutobi. Kakuzu, seu parceiro, exige apenas reunir as partes do corpo para que Hidan continue funcional, indicando que a técnica impede a morte causada por perda de membros ou órgãos, mas não promove o reparo tecidual ativo.

A ausência de cura aparente

Um ponto crucial levantado sobre a biologia de Hidan é a falta de autocura visível. Diferente de outros seres, como Wolverine dos X-Men, Hidan parece incapaz de fechar ferimentos menores ou cortes recentes. O ferimento causado por Asuma em sua orelha, por exemplo, permaneceu como uma marca, sugerindo que sua 'imortalidade' é, na verdade, uma cessação do processo de morte celular e decomposição, e não uma capacidade de regeneração ativa ou regeneração instantânea.

Isso leva a uma contradição lógica intrigante quando se considera o uso de seu jutsu sacrificial. Para completar o ritual que permite que ele transfira seu sangue para o oponente, Hidan deve ferir-se gravemente após marcar o alvo com seu sangue.

O paradoxo das feridas internas e as cicatrizes ausentes

Se Hidan se perfura repetidamente, inclusive no coração em inúmeras ocasiões para executar seu ataque, como ele permanece fisiologicamente intacto sem cicatrizes? O corpo humano, mesmo com capacidade de regeneração, deixaria marcas de traumas severos direcionados a órgãos vitais. No caso de Hidan, a ausência quase total de cicatrizes no tronco, exceto pela marca residual em seu pescoço após o corte fatal, sugere fortemente que, em algum nível, a regeneração está ocorrendo.

Essa inconsistência aponta para uma possível ambiguidade nos limites da técnica de Jashin. Ou o corpo de Hidan possui um mecanismo de reparação microscópico que apaga qualquer vestígio de trauma interno logo após o ato, ou existe uma regra implícita que estipula que apenas danos catastróficos, como a decapitação, resultam em marcas permanentes ou exigem assistência externa para reconexão (como a de Kakuzu). A narrativa visual da série parece oscilar entre a descrição de um corpo que não morre e a ausência de evidências de um corpo que se cura ativamente de pequenas lesões, mantendo a mística em torno do temido membro da Akatsuki.

Analista de Anime Japonês

Analista de Anime Japonês

Especialista em produção e elenco de animes e filmes japoneses originais. Possui vasta experiência em cobrir anúncios de elenco, equipe técnica e trilhas sonoras de produções de nicho, focando na precisão dos detalhes da indústria.