Anime/Mangá EM ALTA

Novo visual de zodd em berserk gera debate sobre a qualidade da arte pós-kentaro miura

A representação mais recente de Zodd, o Imortal, na arte de Berserk após a transição autoral, gerou fortes reações sobre a estética e a fidelidade ao design original.

Analista de Mangá Shounen
26/02/2026 às 07:29
5 visualizações 4 min de leitura
Compartilhar:

A continuação da obra Berserk, agora sob a supervisão de Koji Mori e a equipe do estúdio Gaga, trouxe à tona uma discussão intensa centrada na evolução visual de um dos personagens mais icônicos da série: Zodd, o Imortal. Embora o trabalho geral de Mori no volume 42 tenha sido amplamente elogiado por sua beleza e dedicação à visão de Kentaro Miura, uma mudança específica no design de Zodd capturou a atenção negativa de parte da base de fãs.

A primeira aparição substancial de Zodd sob a nova arte revelou uma silhueta e proporções que parecem divergir significativamente da representação estabelecida por Miura ao longo de décadas. Para muitos, a nova interpretação resultou em uma estética considerada menos imponente ou, em termos mais diretos, feia, especialmente em contraste com a majestade de suas aparições anteriores.

A Importância do Design de Zodd

Zodd não é apenas um inimigo recorrente; ele é um ponto de referência da força no universo de Berserk. Seu design original - uma criatura massiva, musculosa, com chifres proeminentes e uma ferocidade primitiva - comunicava instantaneamente seu status como um ser quase indestrutível. Qualquer alteração neste aspecto visual é sentida profundamente pela audiência, que tem um apego estético fortíssimo ao mangá.

O desafio da equipe artística residente é hercúleo: manter a integridade e o impacto emocional do trabalho de Miura, ao mesmo tempo em que se adapta a um novo fluxo de produção. Enquanto o traço geral de Mori é reconhecido como belíssimo e dedicado, a execução específica de formas orgânicas complexas como a de Zodd em sua forma demôniaca parece ter falhado em satisfazer o olhar treinado dos leitores mais antigos.

Muitos analisadores apontam que a nova versão parece ter perdido parte da gravidade e da assimetria selvagem que tornavam o Zodd de Miura tão memorável. A estética medieval sombria de Berserk exige que os monstros sejam críveis em sua monstruosidade, e discrepâncias no volume ou na textura podem quebrar a imersão construída meticulosamente por Kentaro Miura.

Este incidente reflete a fina linha que a equipe de Mori deve percorrer. Eles são celebrados por continuarem a história, mas também estão sob microscópio rigoroso em cada detalhe, prova do legado monumental deixado pelo criador original. A recepção à arte serve como um lembrete da intensidade com que os fãs se conectam com os elementos visuais definidores desta aclamada série de fantasia sombria.

Fonte original

Tags:

#Crítica #Berserk #Design Personagem #Zodd #Koji Mori

Analista de Mangá Shounen

Especializado em análise aprofundada de mangás de ação e batalhas (shounen), com foco em narrativas complexas, desenvolvimento de enredo e teorias de fãs. Experiência em desconstrução de arcos narrativos e especulações baseadas em detalhes canônicos.

Ver todos os artigos
Ver versão completa do site