A janela de oportunidade perdida: Por que a habilidade de teletransporte de blast não foi usada para evitar o conflito com garou

A eficácia da habilidade de teletransporte de Blast é questionada como uma solução alternativa imediata ao confronto perigoso com Garou.

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Analista de Mangá Shounen

12/01/2026 às 08:30

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Um ponto crucial na narrativa de grandes confrontos épicos frequentemente reside na análise das táticas dos personagens mais poderosos. No universo de One-Punch Man, a aparição do herói de Classe S Rank 1, Blast, gerou grande expectativa e, consequentemente, debates sobre o uso idealizado de seus vastos poderes.

A principal questão que surge ao revisitar os momentos de tensão máxima, especialmente após a ascensão de ameaças como Garou, é a aparente omissão de uma solução que poderia ter sido extremamente direta: a anulação do risco pela remoção imediata dos envolvidos. Argumenta-se que, com a capacidade comprovada de Blast para manipular espaços e distâncias através de seus portais, um simples ato de teletransporte poderia ter evitado a escalada do conflito.

O poder do deslocamento espacial

Blast é reconhecido como o herói mais forte, cujas proezas envolvem a manipulação de energia e, crucialmente, a abertura de portais dimensionais. Tais habilidades, vistas em ação, demonstram potencial para mover objetos e pessoas a distâncias extraordinárias ou, presumivelmente, até mesmo através de dimensões. A lógica sugerida por observadores é que, se todos os heróis presentes tivessem sido removidos instantaneamente do campo de batalha, a ameaça representada por Garou teria sido neutralizada sem a necessidade de confrontos prolongados ou, em cenários mais drásticos, intervenções temporais.

A alternativa de enviar todos os combatentes para um local seguro e distante de Garou parece ser a rota de menor resistência se considerarmos apenas o poder bruto de teletransporte. Isso teria poupado tempo valioso e minimizado o potencial de dano colateral massivo provocado pela luta subsequente.

As implicações narrativas e logísticas

No entanto, a eficácia de uma evacuação total esbarra em barreiras narrativas e, possivelmente, logísticas inerentes ao poder de Blast. Por um lado, a história muitas vezes exige que os heróis enfrentem seus desafios para seu desenvolvimento e para entregar a ação esperada. Ignorar um confronto direto pela conveniência de um teletransporte rápido altera fundamentalmente o ritmo da trama.

Por outro lado, a viabilidade técnica de mover um grande número de indivíduos simultaneamente, mantendo a coesão do grupo em um destino desconhecido, é um fator a ser ponderado. A precisão necessária para um teletransporte em massa, sem deixar ninguém para trás ou enviá-los a um local perigoso, exige um nível de controle que pode ser mais difícil de executar sob a pressão de um vilão em ascensão, como Garou, em seu estado de evolução.

A existência de recursos como a viagem no tempo, introduzida posteriormente como um elemento de resolução, sugere que a situação exigiu soluções mais complexas do que uma simples remoção espacial. A análise se concentra, portanto, no dilema clássico: usar a ferramenta mais poderosa disponível para resolver o problema de forma limpa, ou forçar o confronto para extrair o peso dramático necessário para a progressão da história de One-Punch Man.

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Analista de Mangá Shounen

Especializado em análise aprofundada de mangás de ação e batalhas (shounen), com foco em narrativas complexas, desenvolvimento de enredo e teorias de fãs. Experiência em desconstrução de arcos narrativos e especulações baseadas em detalhes canônicos.