Análise da origem do selo de mão do jutsu clone das sombras de naruto
A técnica icônica de Naruto pode ter raízes que vão além da cultura ninja japonesa, ligando-se ao Taoísmo e possivelmente à cultura pop oriental.
O Jutsu Clone das Sombras (Kage Bunshin no Jutsu) é, sem dúvida, uma das técnicas mais definidoras da jornada de Naruto Uzumaki. Sua execução, marcada por um selo de mão específico, tem levantado curiosidade sobre suas verdadeiras inspirações. Enquanto grande parte do universo de Naruto se apoia fortemente em referências culturais japonesas e orientais, a origem exata desse movimento particular parece estar mergulhada em tradições milenares e, surpreendentemente, em produções televisivas mais recentes.
Conexões com o Kuji In e o Taoísmo
A maioria dos selos de mão (Mudras) utilizados pelos ninjas na série Naruto é diretamente inspirada no Kuji In, ou Kuji Kiri. Este é um conjunto de nove posturas das mãos usadas no Budismo Esotérico Japonês e no Taoísmo, originalmente concebidas como gestos rituais para concentração e invocação de poder espiritual. O sistema do Kuji In é historicamente complexo e representa conceitos filosóficos profundos.
No entanto, o selo específico associado ao Clone das Sombras parece divergir sutilmente desse caminho tradicional. A natureza desta técnica, que requer a divisão do chakra em múltiplas cópias, possui um gesto que alguns estudiosos de folclore e cultura oriental apontam como tendo uma origem distinta da base budista ou xintoísta mais comummente citada para outros jutsus.
A Hipótese do Rei Macaco
Uma teoria fascinante sugere que o selo de mão utilizado por Naruto para formar seus clones tem um paralelo direto com um gesto específico empregado por um icônico personagem da mitologia chinesa, o Sun Wukong, conhecido no Japão como Son Goku, o Rei Macaco. Este personagem é central no clássico literário Jornada ao Oeste, muitas vezes adaptado em diversas mídias.
Mais especificamente, especula-se que a inspiração visual para o selo de Naruto venha de representações televisivas dessa figura. Há referências a uma produção televisiva dos anos 70, possivelmente um drama ou série de tokusatsu, onde o gesto executado pelo Rei Macaco ao usar seus poderes de duplicação é visualmente idêntico ao utilizado pelo ninja de Konoha. Essa ligação transportaria a técnica, que é fundamental para o protagonista, das antigas práticas esotéricas para um ponto de referência dentro da cultura pop do leste asiático do século XX.
A genialidade do criador de Naruto, Masashi Kishimoto, reside frequentemente em tecer essas camadas de mitologia, espiritualidade e referências pop obscuras. Ao misturar o milenar Taoísmo com um eco visual moderno, o selo do Clone das Sombras ganha uma profundidade surpreendente, conectando a fantasia ninja a um vasto panteão de histórias orientais.