Analisando o potencial de poder de um pseudo-apóstolo criado por um apóstolo em berserk
A transformação de um ser humano em um Pseudo-Apóstolo levanta questões cruciais sobre os limites de poder delegados pelos criadores.
O universo de Berserk é repleto de horrores e hierarquias complexas, especialmente no que tange às criaturas que ascenderam ao status de Apóstolo e aquelas criadas por eles, os Pseudo-Apóstolos. Uma questão recorrente entre os estudiosos da obra reside na verdadeira extensão do poder que um Apóstolo pode imbuir em uma dessas criações secundárias. É possível que um Pseudo-Apóstolo alcance uma força comparável à de seu criador?
A natureza dessa transformação é central para entender a dinâmica de poder fora da Mão de Deus. Um Apóstolo, após fazer seu sacrifício, adquire poderes monstruosos. Contudo, quando um Apóstolo decide moldar um seguidor, como no caso de Rosine, a Rainha das Abelhas, o nível de poder transferido parece ser negociável ou, talvez, limitado por algum fator intrínseco.
A singularidade da criação de Rosine
O exemplo específico envolvendo Rosine e sua intenção de transformar Jill em uma entidade distinta de seus outros servos alados serve como um ponto de partida para essa análise. Rosine declarou explicitamente que Jill seria diferente dos outros elfos que ela havia criado. Isso sugere que a capacidade de um Apóstolo de imbuir habilidades não é um processo uniforme. A variação pode indicar nuances na intenção do criador ou, mais profundamente, limitações impostas pela própria natureza do sacrifício e da transformação demoníaca.
Se Rosine tivesse a capacidade de conferir a Jill um poder que rivalizasse o seu próprio - o de um Apóstolo estabelecido -, Jill deixaria de ser uma simples serva para se tornar uma ameaça independente, potencialmente desestabilizando a ordem estabelecida pelo próprio Apóstolo criador. A literatura referente aos Apóstolos sugere que o poder supremo reside naqueles que fizeram o sacrifício total, enquanto os derivados, geralmente, operam em uma escala de poder menor e dependente.
Limites impostos pela transformação
Muitos Pseudo-Apóstolos demonstram habilidades impressionantes e uma ferocidade aprimorada, mas raramente atingem o patamar de um Apóstolo completo em termos de durabilidade, ferocidade ou complexidade de suas manifestações demoníacas. O estatuto de Pseudo-Apóstolo pode ser visto como um meio-termo, uma melhoria significativa sobre o humano comum, mas fundamentalmente incompleto quando comparado à forma plena alcançada pelo Apóstolo.
A criação de um ser com poder quase idêntico ao criador exigiria uma partilha drástica da essência ou do poder conferido pelo Éclispe. Assim, o potencial máximo de um Pseudo-Apóstolo parece estar intrinsecamente ligado a ser um reflexo subserviente, e não um igual, da força do seu mentor. As implicações disso moldam toda a estrutura de fidelidade e terror imposta pelos demônios mais poderosos da série, como descritos em fontes sobre a narrativa de Kentaro Miura.