Análise aponta a provável razão para a inação de dragon durante o conflito em marineford
Um desenvolvimento na narrativa sugere a justificativa pela qual Dragon não atacou a Terra Santa durante a Guerra de Marineford.
A ausência de Monkey D. Dragon, líder do Exército Revolucionário, em momentos cruciais do One Piece, sempre gerou especulação intensa entre os leitores. Nenhum evento foi mais debatido em termos de sua inação do que a Guerra de Marineford, um confronto massivo que colocou a Marinha e os Shichibukai contra Barba Branca. A questão persistente era: por que a força mais temida por causa dos revolucionários permaneceu inerte enquanto o Governo Mundial estava vulnerável?
Uma recente interpretação do material canônico parece finalmente oferecer uma resposta coerente para este mistério estrutural da trama. A análise foca nos objetivos imediatos do Exército Revolucionário e na necessidade estratégica de preservar recursos valiosos até o momento oportuno para o ataque final contra a autoridade central de Im e os Dragões Celestiais.
O Contexto Estratégico da Inação
No período que antecedeu e durante a execução de Porto de Marineford, a prioridade da Organização Revolucionária, liderada por Dragon, era clara: a libertação de Bartholomew Kuma, um dos seus Comandantes de Divisão, que havia sido transformado em um Shichibukai e, posteriormente, em um arma do Governo Mundial. A invasão de Baltigo, a base principal dos Revolucionários, ocorreria mais tarde, mas os eventos de Marineford serviram como um teste de força e uma distração maciça.
Envolver-se diretamente na guerra contra a Marinha teria sido, estrategicamente, um erro fatal. O Exército Revolucionário não possuía o poder de fogo concentrado necessário para desmantelar a Marinha e, simultaneamente, enfrentar os Dragões Celestiais na Terra Sagrada de Mary Geoise. Ataques precipidos, mesmo com a atenção da Marinha dividida, arriscavam a destruição da organização antes que pudessem consolidar aliados suficientes, como visto nos recentes desenvolvimentos com Sabo.
Preservação e Foco na Terra Sagrada
A narrativa sugere que o verdadeiro alvo de Dragon nunca foi a execução de Barba Branca ou o resgate de Ace - embora a libertação de todos os oprimidos seja seu ideal. Sua meta definidora é a derrubada direta da estrutura de poder que governa os Tenryuubito. Atacar Mary Geoise durante Marineford, quando o poder militar do Governo Mundial ainda estava relativamente intacto (apesar das baixas), significaria um confronto no campo de batalha escolhido pelo inimigo, em vez de impor sua própria agenda.
A inação foi, portanto, uma manobra de sobrevivência e de preparação. O foco principal de Dragon e seus tenentes, como Ivankov e Sabo quando presente, estava em consolidar a revolução em reinos menores e preparar a infraestrutura para um futuro levante global. Destarte, a grande batalha no Novo Mundo era vista como um evento que drenaria os recursos e a moral do Governo Mundial, mas envolvê-los diretamente só seria útil quando a fraqueza do sistema fosse crítica ou quando um objetivo específico, como Kuma, estivesse em jogo.
Esta perspectiva transforma a hesitação de Dragon de uma possível falha de liderança em um plano de longo prazo altamente calculado, alinhando-se ao caráter metódico do personagem em contraste com a impulsividade de outros protagonistas da série One Piece.