Anime EM ALTA

Reavaliação do anime berserk 2016 revela complexidade além das críticas iniciais

Análise aprofundada aponta que, apesar das falhas técnicas notórias, a adaptação de Berserk de 2016 possui méritos narrativos e de trilha sonora.

An
Analista de Mangá Shounen

26/01/2026 às 05:12

28 visualizações 4 min de leitura
Compartilhar:

A adaptação em animação de Berserk lançada em 2016, frequentemente alvo de intensas críticas no seu período de exibição, tem sido revisitada sob uma nova ótica por parte do público. Uma análise detalhada, focada tanto na primeira quanto na segunda temporada, sugere que o valor narrativo e a qualidade da trilha sonora da obra conseguem, em grande medida, sobrepor-se às notórias deficiências técnicas.

O impacto inicial e a qualidade da história

Quando a série foi exibida originalmente, muitos espectadores se aproximaram dela sem o conhecimento aprofundado do mangá de Kentaro Miura, focando puramente na execução visual. A computação gráfica (CGI), descrita como robótica em seus estágios iniciais, e, especificamente, os efeitos sonoros de impacto de espadas, foram amplamente condenados.

Contudo, observadores recentes destacam que, mesmo com a animação questionável, a força da narrativa, o desenvolvimento dos personagens e a qualidade da dublagem original permaneceram como pilares inegáveis. A apreciação da história se intensificou após o contato com outras versões da franquia, como o aclamado anime de 1997, levando a uma imersão completa no material-fonte.

A trilha sonora como destaque orçamentário

Um dos pontos mais elogiados na reavaliação é a excelência da música. Há um consenso na percepção de que o orçamento da produção parece ter sido quase inteiramente investido na trilha sonora. A música é consistentemente descrita como espetacular, servindo como um motor emocional que impulsiona cenas importantes e compensa as falhas visuais.

Diferenças perceptíveis entre as temporadas

A progressão da qualidade entre as duas partes da série é um fator crucial na nova leitura da produção. Foi notado que a segunda temporada demonstra uma melhoria substancial em relação à primeira. Essa evolução técnica é atribuída a possíveis ajustes de produção e talvez a um melhor gerenciamento de recursos.

  • A frequência de sons de espada estridentes diminuiu drasticamente na segunda leva de episódios.
  • A animação em CGI parece mais fluida, embora trechos de animação desenhada à mão, considerados superiores, ainda ofereçam vislumbres do potencial não totalmente explorado.
  • O desenvolvimento de personagens secundários, como a jornada de Farnese, de uma figura inicialmente perturbadora para uma aliada cativante, é um ponto alto reconhecido.
  • Personagens como Luca são celebrados por sua adição positiva, enquanto a presença do Skull Knight continua a ser um momento de destaque visual e atmosférico.

A análise da obra hoje, pós-contextualização com o material original, sugere que 2016 não é um desastre completo, mas sim uma adaptação visualmente falha que, ainda assim, preservou o coração emocional da saga de Guts, sustentada por uma das melhores trilhas sonoras já produzidas para animações japonesas.

An

Analista de Mangá Shounen

Especializado em análise aprofundada de mangás de ação e batalhas (shounen), com foco em narrativas complexas, desenvolvimento de enredo e teorias de fãs. Experiência em desconstrução de arcos narrativos e especulações baseadas em detalhes canônicos.