Análise sugere que o reino de drum espelha a história do século vazio de one piece

Uma interpretação recente conecta a tirania do Rei Wapol no Reino de Drum com os eventos centrais da história do Século Vazio em One Piece.

Fã de One Piece
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19/01/2026 às 02:41

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Análise sugere que o reino de drum espelha a história do século vazio de one piece

Após os revelações recentes no arco de Egghead, uma análise aprofundada sobre o Reino de Drum está ganhando destaque, interpretando o arco não apenas como a introdução de Tony Tony Chopper, mas como uma alegoria em escala reduzida do que realmente ocorreu com o Século Vazio.

O Reino de Drum é fundamentalmente baseado na medicina e no valor da vida. Contudo, sob o governo do Rei Wapol, essa premissa foi pervertida. Wapol centralizou o conhecimento médico, esvaziando o país de seus doutores e estabelecendo um controle tirânico a partir de seu castelo isolado no topo da montanha. O resultado foi uma nação enfraquecida, dependente e apática, uma situação que ressoa profundamente com a narrativa maior da história mundial de One Piece.

A Fuga do Conhecimento e o Controle Centralizado

A história canônica descreve como vinte reis se uniram para derrotar o Reino Antigo e, subsequentemente, moveram a capital para Mary Geoise, apagando o conhecimento histórico subsequente. Este ato de centralização obliterou séculos de informação, deixando o mundo sob uma estrutura que parece mais administrada do que verdadeiramente livre. O Reino de Drum, com sua dependência monolítica de Wapol para saúde e bem-estar, espelha essa monopolização do essencial.

O Legado de Hiriluk e o Poder do Esquecimento

A figura de Dr. Hiriluk introduz uma camada crucial nesta comparação. Embora fosse um nativo, ele rejeitava o sistema estabelecido e defendia crenças consideradas impossíveis, recusando-se a se curvar ao poder estabelecido no castelo. Sua filosofia final, proferida antes de sua morte, adquire um novo significado após os eventos recentes:

“Quando você acha que as pessoas morrem? Uma pessoa morre quando é esquecida.”

A verdadeira força do Governo Mundial não reside apenas no poder militar, mas na erosão. O Governo se empenha em apagar séculos, nomes de reinos e até a própria possibilidade de uma história alternativa ter existido. Isso conecta-se diretamente à história da Rainha Lily, cuja memória foi reduzida ao mero fato de ter 'desaparecido'. No entanto, o que ela realizou foi um ato de resistência contra o esquecimento, garantindo que algo essencial não pudesse ser completamente varrido pela censura, algo que até mesmo Imu ainda está lutando para conter.

As Cerejeiras: Memória Visível

As cerejeiras plantadas por Hiriluk servem como o símbolo duradouro dessa resistência ao apagamento. Elas não curam a nação fisicamente, nem salvam Drum do controle, mas florescem em um ambiente que deveria ser estéril e congelado. Elas representam uma memória visível, uma contradição viva imposta sobre a tirania e o esquecimento, algo que o sistema não pode simplesmente apagar.

Um detalhe que reforça essa conexão é o papel de Wapol. Ele é o único rei, além de King Cobra, a encontrar Imu durante a Reverie em Egghead/Mary Geoise. O retorno do primeiro tirano que a audiência conheceu, confrontando diretamente o déspota final do mundo, sugere que Oda estabeleceu um paralelo intencional. O Reino de Drum, portanto, não é apenas o lugar onde Chopper se juntou a um bando; ele funciona como um presságio sobre como uma nação pode adoecer sob a monopolização do que é vital, e como um ideal irredutível pode ser deixado para contradizer o poder dominante.

Fã de One Piece

Fã de One Piece

Entusiasta dedicado da franquia One Piece com foco em análise de conteúdo e apreciação de comédia e desenvolvimento de personagens. Experiência em fóruns especializados e discussões temáticas sobre o mangá/anime.