O dilema do retorno ao anime: Como um leitor ávido de mangá pode se reconectar com a animação pós-2017
Profissional que trocou animes por HQs por quase uma década busca um ponto de partida para o universo de animes pós-2017.
Um fenômeno comum entre entusiastas de cultura pop é a migração entre diferentes mídias. Recentemente, um indivíduo que consumiu intensamente animes até 2017 revelou uma reavaliação de seus hábitos de entretenimento, após se dedicar profundamente à leitura de quadrinhos ao longo dos últimos anos. A questão central é: como alguém que se considera atualizado com produções anteriores a 2017 pode se reintroduzir no cenário vibrante e expandido da animação japonesa contemporânea?
A pausa prolongada e a imersão em narrativas sequenciais
O recém-chegado ao mundo do anime moderno parou suas maratonas animadas por volta de 2017. Esse período marca um ponto de inflexão na indústria, com o surgimento de novos estúdios de destaque e a consolidação de narrativas que se tornaram pilares daquela década. Durante seu hiato de telas, o foco migrou para a literatura sequencial, abrangendo mangá, manhwa e manhua. O volume de material absorvido foi substancial, com a leitura de aproximadamente 60% do conteúdo existente nesses formatos.
Esta imersão em quadrinhos e, em casos de histórias consideradas excepcionais, em light novels, solidificou uma preferência pela profundidade narrativa muitas vezes inerente a esses formatos de longo prazo. No entanto, o reencontro com a nostalgia da animação acendeu a vontade de revisitar o prazer visual e auditivo proporcionado pelo anime.
O desafio da cronologia recente
Para quem parou antes de grandes lançamentos que definiram a segunda metade da década de 2010 e o início dos anos 2020, o volume de conteúdo a ser catalogado é avassalador. O panorama atual do anime é caracterizado por uma qualidade técnica frequentemente elevada, impulsionada por avanços no CGI e na animação 2D, além de uma diversidade de adaptações de obras originalmente publicadas digitalmente.
A dificuldade reside em estabelecer um ponto de partida que seja tanto satisfatório quanto representativo da nova era. Será que grandes obras da shonen tradicional continuam dominando, ou o foco se deslocou para os gêneros de isekai ou para dramas mais maduros? A análise de quais títulos surgidos após 2017 ganharam aclamação crítica ou popularidade estrondosa é o primeiro passo nessa jornada de redescoberta.
A experiência de consumir histórias em quadrinhos, que exige o preenchimento de lacunas narrativas e visuais pela imaginação, pode influenciar a percepção sobre a animação reciclada. Títulos com animação impecável, como os que saíram de estúdios renomados na última geração, tendem a ser os mais recomendados para preencher esse vazio criado pela longa ausência. A busca agora é por um equilíbrio entre nostalgia e a assimilação das inovações visuais e narrativas que moldaram o meio nos últimos sete anos.
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Analista de Anime Japonês
Especialista em produção e elenco de animes e filmes japoneses originais. Possui vasta experiência em cobrir anúncios de elenco, equipe técnica e trilhas sonoras de produções de nicho, focando na precisão dos detalhes da indústria.