A reviravolta final em berserk: A teoria de que o destino de guts remete ao início da jornada
Uma análise especulativa sugere que o fim de Berserk pode trazer uma conclusão circular, onde a vitória de Guts sobre Griffith é anulada por um custo pessoal devastador.
O épico sombrio de Berserk, criado pelo mestre Kentaro Miura, permanece um dos mangás mais influentes e brutais da história. Conforme a obra avança, impulsionada pelas mãos de Kouji Mori e o estúdio Gaga, a expectativa sobre o desfecho final aumenta, gerando especulações profundas sobre o sacrifício definitivo do protagonista, Guts.
Uma linha de pensamento intrigante sugere que o encerramento da saga pode ser, paradoxalmente, um retorno ao ponto de partida da narrativa. A ideia central é que o objetivo final de Guts, a vingança contra Griffith, pode ser alcançado, mas a um custo que anula qualquer perspectiva de felicidade pessoal para o Espadachim Negro.
A vitória sem recompensa
A jornada de Guts é definida pela perda e pela luta incansável contra as forças do mal, notadamente o ser que foi seu amigo, Griffith. Se, no clímax da história, Guts finalmente conseguir derrotar Griffith e garantir a vingança que moveu seus passos por tantos volumes, um final agridoce se desenha. A teoria propõe que, ao eliminar Griffith, Guts poderia sucumbir à própria natureza destrutiva de sua vingança.
Neste cenário especulativo, a derrota do antagonista não traz a redenção ou paz para o herói. Em vez disso, a aniquilação de Griffith pode significar o fim completo da linha narrativa de Guts, talvez através de sua própria morte ou de uma completa anulação de seu ser, culminando em um trágico eco do início da história, onde ele sempre esteve à margem da felicidade.
O tom característico da obra
Essa possibilidade se alinha com o tom predominante em Berserk, uma obra que raramente oferece finais felizes tradicionais. A narrativa sempre tendeu a explorar como o sofrimento molda o indivíduo e como a busca obsessiva por um objetivo pode consumir a própria essência da vida. Muitos leitores reconhecem que um final em que os vilões sejam derrotados, mas o herói não consiga desfrutar dessa vitória, seria fiel ao espírito sombrio estabelecido por Miura desde a saga do Eclipse.
A conquista da paz para os outros, representada potencialmente pela proteção de Casca e seus companheiros, contrastaria drasticamente com a ausência de um final restaurador para Guts. O sacrifício perpétuo do protagonista, mesmo em face da vitória sobre o mal cósmico, é uma possibilidade que ressoa com a profundidade filosófica explorada no mangá, que questiona se a vingança, por mais justificada que seja, pode realmente levar à liberdade. A obra de Kentaro Miura continua a ser um estudo profundo sobre a condição humana e os limites da perseverança diante do sofrimento insuperável.