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Revisão radical do arco das formigas quimera de hunter x hunter questiona quem são os verdadeiros vilões

Uma análise profunda do arco Chimera Ant sugere que Meruem e Pitou podem ser interpretados como os protagonistas morais, em contraste com os heróis tradicionais.

Fã de One Piece
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03/02/2026 às 10:03

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A saga da invasão das Formigas Quimera, um dos arcos mais longos e divisivos da obra Hunter x Hunter, tem sido revisitada sob uma nova perspectiva analítica, que inverte a tradicional dicotomia entre heróis e antagonistas. Este ponto de vista argumenta que o Rei Meruem e sua guarda pessoal, notadamente Neferpitou (Pitou), demonstram um desenvolvimento moral significativo, posicionando-os como figuras centrais em busca de redenção ou propósito, em vez de meros vilões.

A evolução de Meruem e a lealdade de Pitou

O cerne desta interpretação reside na jornada de autodescoberta de Meruem. Inicialmente um conquistador implacável cujas ações são guiadas por instintos primários, sua interação com a jogadora humana Komugi serve como catalisador para uma transformação profunda. Antes disso, a análise aponta que a Guarda Real, com exceção de Pitou, demonstrava ser prejudicial aos desejos genuínos do Rei. Youpi e Pouf, supostamente leais, priorizavam suas percepções rígidas do que era melhor para o Rei, impondo visões arcaicas de poder e propósito, agindo quase como pais controlares.

Em nítido contraste, a lealdade de Pitou é destacada como sendo quase puramente devotada à vontade de Meruem. Vistos pela ótica da colônia, os atos iniciais de Pitou eram pragmáticos: estudar invasores potentes (como Kite) para entender melhor suas próprias habilidades e defender a espécie de ameaças externas, como o esquadrão de caçadores que buscava a erradicação da colônia.

O confronto com Netero e a questão da justiça

O ponto de inflexão ocorre durante o ataque ao Palácio. Argumenta-se que, naquele momento, Meruem já havia cultivado aspectos de bondade por influência de Komugi. O Rei demonstrou disposição para negociar e dialogar com Netero, o líder da Associação dos Hunters, expressando um desejo genuíno de melhorar o mundo. A recusa de Netero em aceitar a proposta de paz e o uso posterior de uma bomba de veneno fatal após ser derrotado são recontextualizados como táticas questionáveis, ou até mesmo desleais, de um indivíduo que representava a justiça tradicional.

Após a amnésia induzida pelo veneno, o retorno da memória de Komugi resulta em um Meruem que evita confrontos desnecessários, focando em seus momentos finais de paz jogando com ela, e demonstrando remorso pela ameaça que representava à amada. Seu único impulso violento restante era retribuir a traição de Pouf, um ato que foi impedido pela própria toxina.

A inversão de papéis no destino de Pitou

A análise se estende a Pitou, cuja missão final era garantir a recuperação de Komugi, mesmo sob extrema pressão. O argumento central é que a fúria de Gon Freecss, motivada pela vingança pela morte de Kite, o levou a cruzar a linha moral. Gon usa Komugi como refém (ameaçando a vida da garota) para coagir Pitou a cessar o tratamento, exigindo um prazo impossível para salvar uma vida já em estado crítico.

Quando Pitou finalmente cura Komugi e se desculpa por não poder ressuscitar Kite, Gon reage violentamente, ignorando a recuperação da refém e atacando. O sacrifício físico de Pitou, que precisou quebrar seu próprio braço para evitar que Gon matasse Komugi, é visto como um ato de heroísmo final na proteção do seu objetivo maior. A perspectiva sugere que a transformação extrema de Gon o colocou no papel de vilão cego pela vingança, enquanto Pitou, cujos últimos pensamentos eram a proteção do Rei, atuou como um herói trágico.

Fã de One Piece

Fã de One Piece

Entusiasta dedicado da franquia One Piece com foco em análise de conteúdo e apreciação de comédia e desenvolvimento de personagens. Experiência em fóruns especializados e discussões temáticas sobre o mangá/anime.