Revisita a naruto revela charme inesperado da primeira fase e questiona o papel de sakura
Uma análise aprofundada de uma nova experiência com Naruto destaca a força da narrativa inicial e aponta falhas na construção da personagem Sakura.
Uma nova perspectiva sobre Naruto, vista por um espectador que já conhecia a trama, mas há muito tempo, reacendeu o apreço pela fase inicial da história. Longe de apenas revisitar momentos marcantes, esta análise recente redescobriu o encanto do Part 1, notando uma facilidade incomum para consumir o anime diante de um ritmo cotidiano acelerado.
A atração imediata reside no charme da primeira fase, que superou as expectativas iniciais do espectador. Enquanto antes a apreciação pode ter sido superficial, revisitar a jornada de Naruto Uzumaki permitiu uma conexão mais profunda com a série. Houve até o relato de maratonar dez episódios de uma vez, um feito raro para o espectador ao iniciar novas animações, que raramente ultrapassam dois episódios por sessão atualmente.
O humor e o protagonista em nova luz
Um ponto alto inesperado foi a eficácia do humor presente ao longo da série. Embora o espectador não seja tipicamente fã de comédia em narrativas, muitas piadas de Naruto funcionaram com sucesso. Além disso, o próprio protagonista, que poderia ser visto como irritante, foi recebido de forma positiva. Longe de ser uma figura detestável, Naruto demonstra um carisma que facilita sua aceitação pelo observador.
A nostalgia também desempenhou um papel, trazendo à tona memórias da infância, como a admiração pelo Jutsu Dragão de Água, imaginado durante mergulhos na piscina. Momentos de mistério inicial, como o Sharingan de Kakashi antes da revelação sobre o clã Uchiha, são pontos que a memória adulta agora preenche com conhecimento.
O dilema de Sakura no time 7
A personagem Sakura Haruno, no entanto, surge como um ponto fraco na composição da equipe inicial. Vista como fundamentalmente 'básica', sua presença gera mais questionamentos sobre o que poderia ter sido feito diferente, dado seu equilíbrio entre defensores e críticos fervorosos. A 'Sakura Interior', recurso cômico da personagem, foi um dos poucos elementos de humor que não ressoaram, sendo considerada 'cringe'.
A principal crítica reside na justificação da permanência de Sakura no Time 7. Sem a motivação intensa que define Sasuke e Naruto, a personagem carece de um motor narrativo forte o suficiente para compensar. Propõe-se que um terceiro companheiro, talvez com um foco diferente, teria enriquecido mais a dinâmica.
A falta de uma função de suporte definida
A ineficácia de Sakura em combate direto na primeira fase não é vista necessariamente como um erro, dado o poder estabelecido de Kakashi, Sasuke e Naruto. Contudo, isso levou a uma reflexão maior sobre a construção de personagens de suporte em animes de batalha. A comparação é feita com obras como Dragon Ball, onde Bulma, apesar de não lutar, torna-se essencial através da invenção tecnológica. Argumenta-se que recorrer apenas à inteligência para justificar a utilidade pode ser um recurso 'barato' se não explorado além da cura médica, que é tida como monótona.
A complexidade inicial de Sasuke
Em contraste, Sasuke Uchiha foi avaliado de maneira mais favorável do que o esperado, sendo menos um 'edgelord' completo e mais um jovem com respostas 'normais' em meio aos exageros de seus colegas. A rivalidade entre Naruto e Sasuke é elogiada por sua execução, espelhando a competitividade juvenil que muitos espectadores podem reconhecer, inclusive nas disputas mais triviais.
A capacidade imediata de Sasuke decifrar os planos de Naruto, por exemplo, demonstra uma inteligência tática que suporta sua posição como um prodígio, solidificando a base para o drama que se desenvolve a partir das motivações centrais dos personagens principais.
Analista de Anime Japonês
Especialista em produção e elenco de animes e filmes japoneses originais. Possui vasta experiência em cobrir anúncios de elenco, equipe técnica e trilhas sonoras de produções de nicho, focando na precisão dos detalhes da indústria.