Análise revela ruminações sobre desfechos alternativos para muzan kibutsuji no mangá
Um ponto de reflexão entre leitores explora se a morte natural de Muzan seria preferível ao encerramento original da obra.
O desfecho de grandes narrativas frequentemente se torna objeto de intenso escrutínio por parte de sua audiência, e o final do mangá Kimetsu no Yaiba não é exceção. Uma linha de argumentação intrigante foca na maneira como o antagonista supremo, Muzan Kibutsuji, foi finalmente derrotado, levantando a questão sobre a eficácia do encerramento atual em comparação a caminhos alternativos hipotéticos.
A discussão se concentra primordialmente na ideia de uma resolução que permitisse a Muzan experimentar a humanidade ou, pelo menos, uma forma de redenção forçada. Embora a derrota final tenha sido alcançada através do sacrifício e da exaustão de suas capacidades regenerativas, alguns entusiastas da obra ponderam sobre um cenário onde Nezuko Kamado, já transformada em humana, tivesse o poder de reverter a condição demoníaca do vilão.
O valor da reflexão final
A premissa de Muzan retornar à forma humana antes de seu fim é vista como um caminho que poderia ter intensificado o peso dramático do clímax. A ideia central não seria necessariamente um final feliz, mas sim um momento de confronto psicológico profundo. Ver o lorde demônio despojado de seu poder absoluto, forçado a encarar a fragilidade humana que ele desprezou por milênios, ofereceria uma camada extra de punição existencial.
Neste cenário especulativo, Muzan teria a chance, antes de morrer, de refletir sobre sua própria fraqueza intrínseca, um ponto irônico considerando sua busca incessante por força e imortalidade. Além disso, há um apelo poético em um detalhe específico: o vilão, que viveu escondido nas sombras e temeu o sol por eras, experimentaria a luz do amanhecer pela primeira vez, mesmo que apenas por um breve instante antes de sua aniquilação total. Isso criaria um contraste poderoso entre sua longa existência de escuridão e um vislumbre fugaz de algo que ele destruiu: a vida comum e a luz.
A validade do final canônico
Por outro lado, o desfecho apresentado na obra, em que Muzan é destruído lentamente pela exposição implacável ao sol após o esgotamento de sua resistência celular, já carrega um simbolismo forte ligado à sua natureza. Sua morte está intrinsecamente ligada ao elemento que ele mais temia. A vitória dos Caçadores de Demônios, selada pelo trabalho em equipe e determinação, é um triunfo direto contra a tirania demoníaca, solidificando o tema central da obra sobre o espírito humano prevalecendo sobre a monstruosidade.
A comparação entre os dois finais destaca uma tensão comum em narrativas de batalha: a diferença entre uma conclusão que foca na justiça tangível e uma que prioriza a satisfação temática e psicológica do antagonista. Ambas as possibilidades oferecem desfechos narrativos válidos, mas com focos temáticos distintos, mantendo vivo o debate sobre a 'melhor' forma de encerrar a saga contra as Luas Superiores, um tópico que ressoa fortemente com os fãs dedicados à história de Tanjiro Kamado e seus companheiros.