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A saga hunter x hunter enfrenta críticas sobre o ritmo narrativo e o foco atual do mangá

A longa jornada em Hunter x Hunter gera frustração com o foco em tramas políticas, distanciando-se da urgência do Continente Negro.

Fã de One Piece
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12/01/2026 às 03:15

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A mais recente fase da publicação do mangá Hunter x Hunter tem gerado reações mistas entre os entusiastas da obra de Yoshihiro Togashi. O foco da narrativa sofreu uma inflexão notável, afastando-se da promessa épica de explorar o misterioso Continente Negro para se concentrar em intrigas políticas complexas no navio da família real Kakin.

Muitos leitores, ansiosos pelo próximo grande arco que envolveria a expedição ao Novo Mundo, percebem a atual subtrama como um desvio significativo no ritmo da história. A expectativa em torno da chegada ao Continente Negro, um cenário há muito prometido como o epicentro de novas aventuras e desafios inéditos para Gon e Killua, parece ter sido substituída por uma densidade de esquemas políticos e dinâmicas de poder dentro do navio.

A mudança de tom narrativo

Anteriormente, Hunter x Hunter se notabilizou por equilibrar perfeitamente ação intensa, desenvolvimento de personagens profundos e a exploração gradual do seu vasto sistema de Nen. Arcos como o dos Chimera Ants estabeleceram um padrão narrativo elevado, combinando batalhas estratégicas com dilemas morais complexos.

No entanto, o enredo centrado na sucessão real Kakin, embora rico em detalhes sobre diplomacia e conflitos ocultos, é percebido por uma parcela do público como excessivamente lento. As tramas de palácio, que exigem acompanhamento minucioso de múltiplos personagens e suas motivações, contrastam com a ação mais direta que muitos fãs associam ao espírito inicial da obra, especialmente quando se trata da busca por aventura.

Expectativa versus Realidade

A demora na progressão da trama do mangá, um fator já bem conhecido pela audiência devido às pausas recorrentes na publicação, agrava a sensação de estagnação quando o conteúdo entregue foca em intrigas internas e planeamento, em vez de avançar em direção ao objetivo principal revelado anos atrás. A menção constante ao Continente Negro serve como um lembrete constante do que está sendo adiado.

Essa transição para um foco mais cerebral e político desafia a paciência de leitores que esperavam mais exploração de habilidades Nen inovadoras contra ameaças desconhecidas, típicas de novas fronteiras. A obra de Togashi, conhecida por sua genialidade em redefinir gêneros, exige um investimento considerável de tempo para absorver suas nuances políticas, o que nem sempre se alinha com a impaciência gerada pela longa espera entre volumes.

Apesar das críticas ao ritmo, a qualidade dos diálogos e a complexidade dos personagens envolvidos nas negociações reais demonstram a maestria de Togashi na construção narrativa, mesmo que o foco atual não seja o que a maioria dos seguidores esperava ver após os grandes confrontos anteriores. A esperança persiste de que essa fase de preparação política sirva como um trampolim explosivo para a tão aguardada chegada ao Continente Negro, onde novas lendas poderão finalmente ser forjadas.

Fã de One Piece

Fã de One Piece

Entusiasta dedicado da franquia One Piece com foco em análise de conteúdo e apreciação de comédia e desenvolvimento de personagens. Experiência em fóruns especializados e discussões temáticas sobre o mangá/anime.