Serviço militar obrigatório na coreia do sul: Caçadores despertos teriam isenção?
A ascensão de caçadores com poderes extraordinários na sociedade sul-coreana levanta dúvidas sobre a obrigatoriedade do serviço militar de dois anos.
Em universos ficcionais onde o sobrenatural se choca com a realidade geopolítica, questões sobre o cumprimento de deveres cívicos tornam-se inevitáveis. Na Coreia do Sul, por exemplo, o serviço militar obrigatório para homens aptos entre 18 e 35 anos é uma instituição firme. No entanto, a emergência de indivíduos com habilidades excepcionais, conhecidos como caçadores, força uma reavaliação sobre quem deve ou não servir nas forças armadas convencionais.
A complexidade surge quando consideramos o calibre desses indivíduos. Um caçador de alta patente, capaz de enfrentar ameaças de nível de raide (raid), representa um ativo de defesa nacional de valor inestimável, muito superior ao que um soldado comum poderia oferecer em um campo de batalha tradicional. A lógica sugere que priorizar o uso dessas habilidades em missões diretas contra portais ou monstros seria mais benéfico para a segurança do país.
A equivalência de dever e risco
A premissa fundamental levantada é se o risco inerente à atividade de caça, muitas vezes envolvendo o confronto direto com entidades perigosas, poderia ser considerado como cumprimento alternativo ou isenção do alistamento regular. Há quem argumente que a dedicação integral à caça, especialmente em postos elevados, seria uma forma superior de serviço ao Estado, dada a natureza das ameaças que a sociedade enfrenta.
Um cenário hipotético intrigante é a dinâmica interna militar. Poderíamos imaginar um caçador de Rank A, uma potência bélica, submetido à rigorosa hierarquia de um sargento, talvez um recruta de Rank D. Essa inversão de poder e autoridade, onde a capacidade real de combate difere drasticamente do posto militar, cria um contraste notável com a estrutura rigidamente hierárquica das Forças Armadas da República da Coreia.
O precedente da notoriedade
A situação se complica ainda mais ao se analisar como a fama e a utilidade pública influenciam as regras. Observa-se em narrativas que celebridades ou figuras públicas procuram se alistar ou se juntar a guildas poderosas, muitas vezes como um meio de evitar controvérsias associadas à evasão militar. Isso sinaliza que, na percepção pública, o serviço militar carrega um peso social significativo, mesmo para aqueles que já são heróis nacionais.
Se um indivíduo desperta como caçador logo que atinge a idade de serviço, como no caso de um jovem Rank E, ele seria forçado a passar pelo treinamento básico, arriscando sua vida desnecessariamente em contextos militares padronizados, ou seu potencial seria imediatamente catalisado por meio da estrutura de caça? A resposta provavelmente reside na legislação que tenta balancear a soberania nacional com a necessidade de proteger a população de ameaças de nível de catástrofe. É um dilema onde a lei antiga colide com a nova realidade de sobrevivência global.