O destino incerto: O que poderia ter mudado se coyote starrk e baraggan louisenbairn tivessem sobrevivido em seus confrontos no hueco mundo?
A sobrevivência dos pilares do Aizen, Starrk e Baraggan, teria alterado drasticamente a dinâmica da Guerra do Sangue de Mil Anos?
A linha temporal da saga Bleach, especialmente durante a invasão de Hueco Mundo e o subsequente arco da Guerra do Sangue de Mil Anos (TYBW), levanta um fascinante exercício de especulação sobre o poder bruto dos Espada originais de Sōsuke Aizen. A eliminação precoce de personagens icônicos como Coyote Starrk e Baraggan Louisenbairn, os pilares da força Arrancar, abre espaço para questionamentos sobre seu potencial papel em conflitos futuros.
O Peso da Primeira Divisão Arrancar
Coyote Starrk, o Arrancar mais rápido e dotado de uma habilidade única de clonagem através de Los Lobos, e Baraggan Louisenbairn, portador da Decaída, a habilidade de acelerar o tempo de tudo que toca, eram ameaças de nível excepcional. Enquanto Harribel, a Tigre Espada, foi derrotada e posteriormente integrada ao exército de Yhwach como prisioneira, o destino dos dois mais fortes sob Aizen sugere caminhos diferentes caso tivessem resistido à intervenção dos Shinigamis.
A questão central reside em como esses dois indivíduos reagiriam à invasão Quincy liderada por Yhwach. O comportamento de Harribel, que acabou servindo ao Wandenreich, sugere que a lealdade ou subjugação poderia ser uma rota, dadas as diferenças de poder em relação ao Soberano Quincy. No entanto, a personalidade e o nível de poder de Starrk e Baraggan poderiam ter impedido uma rendição tão rápida.
O Potencial de Confronto Contra os Sternritter
Baraggan, sendo o mais antigo dos Arrancars, possuía uma arrogância compatível com seu poder imenso. Sua habilidade de deterioração e envelhecimento prematuro era uma ameaça de contato direto que poucos poderiam suportar. Levando em conta o nível de poder que os Sternritter demonstraram possuir - muitos dos quais possuíam habilidades únicas ativadas por suas Cartas Estelares - seria plausível que Baraggan tivesse capacidade suficiente para ferir ou até mesmo derrotar alguns membros de nível médio ou inferior do exército de Wandenreich.
Starrk, por outro lado, apresentava um estilo de luta mais errático, focado na velocidade e no dano em área através de seus lobos espirituais. Se ele tivesse permanecido na ativa, ele e seu Resurrección poderiam ter causado um desgaste significativo nas forças invasoras Quincy em Hueco Mundo, de maneira semelhante ao esforço demonstrado por Grimmjow Jaegerjaquez, que retornou e lutou contra os invasores.
Mudanças na Balança de Poder
A ausência de Starrk e Baraggan no período que antecedeu a Guerra do Sangue de Mil Anos permitiu que a narrativa focasse no desenvolvimento dos protagonistas e na ascensão dos Quincy. Se estes dois Espada estivessem vivos e mobilizados, o cenário na Fortaleza Schwerer Reiter ou Même* seria drasticamente diferente.
Enquanto os fãs frequentemente especulam sobre a capacidade de Starrk de enfrentar os Cavaleiros do Rei (Royal Guard), sua mera presença na linha de frente exigiria que Yhwach e seus tenentes dedicassem mais recursos para neutralizá-los, possivelmente retardando a ofensiva principal contra a Soul Society. A sobrevivência desses dois titãs mudaria o equilíbrio de forças no submundo do Rei das Almas, oferecendo uma terceira via de resistência ou, inversamente, fortalecendo o domínio de Yhwach com novos recrutas poderosos.
A longevidade desses personagens no cânone traça um curso específico para a guerra; sua ausência, contudo, mantém a porta aberta para o que poderia ter sido um cerco muito mais complicado e sangrento para os Quincy em seu território.
Analista de Mangá Shounen
Especializado em análise aprofundada de mangás de ação e batalhas (shounen), com foco em narrativas complexas, desenvolvimento de enredo e teorias de fãs. Experiência em desconstrução de arcos narrativos e especulações baseadas em detalhes canônicos.