Teoria da dupla trava sugere que o tesouro one piece exige a chave física e o poder de nika para ser revelado
Uma análise aprofundada explora o conceito da 'Dupla Trava' como a razão pela qual Gol D. Roger não conseguiu acessar o One Piece, ligando o Chapéu de Palha e o despertar da fruta de Luffy a um plano ancestral.
Um conceito intrigante que circula na análise da obra One Piece propõe a existência de uma 'Teoria da Dupla Trava' para acessar o tesouro final, o One Piece, em Laugh Tale. Segundo essa interpretação, o tesouro não é apenas um acúmulo de riquezas, mas sim um mecanismo ou arma de poder imenso, projetada para reestruturar o mundo, mas protegida por dois mecanismos de segurança interdependentes.
O sistema de segurança: Chave física e energética
O cerne da teoria reside na ideia de que o criador do tesouro, Joy Boy, estabeleceu um sistema de segurança rigoroso para impedir que potências opressoras, como o Governo Mundial e Imu, tomassem controle da arma. Este sistema exige a combinação de dois elementos cruciais, configurando a 'Dupla Trava':
- A Chave Física: O Chapéu de Palha. Este item icônico é mais do que um símbolo de promessa; ele funciona como uma chave literal, possivelmente mágica ou biológica, indispensável para interagir com o mecanismo final na ilha de Laugh Tale.
- A Chave Energética: O Despertar da Gomu Gomu no Mi. A ativação total da arma depende da energia, ou vibração específica, emanada pelo despertar da fruta, cujo poder está intrinsecamente ligado ao espírito de Nika, o Deus do Sol.
O fracasso de Gol D. Roger
Essa estrutura explica o famoso riso de Gol D. Roger ao chegar ao destino final. O rei dos piratas possuía a Chave Física, o Chapéu de Palha, emprestado por Rayleigh, e conseguiu ler os Poneglyphs e ver o tesouro. Contudo, faltava-lhe a Chave Energética: a fruta que concede o poder de Nika não estava com ele.
Roger teria percebido, naquele momento, que havia alcançado o ponto final da jornada sem possuir a potência necessária para ativar o sistema. A frase de que ele estava 'muito cedo' ganha um novo significado: ele chegou antes que o destino designasse o hospedeiro da fruta para a nova era.
O plano orquestrado por Roger e Shanks
Com a certeza de sua execução iminente, Roger teria orquestrado o início da Grande Era dos Piratas como um meio de ganhar tempo para o verdadeiro herdeiro. A transmissão do chapéu para Shanks, considerado o tripulante mais puro de sua geração, teria sido encomendada para que ele encontrasse o portador da fruta.
O desenvolvimento subsequente, onde Shanks inadvertidamente oferece a Gomu Gomu no Mi a Monkey D. Luffy, é visto como a conclusão forçada do plano. Shanks acreditava estar escolhendo o próximo pirata a tentar, mas é interpretado que a própria vontade da fruta, ou a energia de Nika, o escolheu. O momento em que Luffy ganha o chapéu de Shanks consolida a posse de ambas as chaves pelo mesmo indivíduo.
O destino simbiótico da tripulação
A teoria sugere que os sonhos de cada membro dos Piratas do Chapéu de Palha não são coincidências, mas sim peças fundamentais para o mundo pós-reestruturação. Eles formariam a infraestrutura social e geográfica para o mundo unificado:
- A busca de Sanji pelo All Blue só é possível com a destruição da Red Line, barreira que separa os oceanos.
- Nami só poderá mapear o mundo completamente quando as barreiras físicas, como a Red Line e o Calm Belt, desaparecerem sob mares unificados.
- Nico Robin fornecerá o conhecimento histórico, revelando a verdade há muito tempo suprimida sobre o Século Vazio, justificando moralmente a mudança.
- Jinbe simboliza o fim da opressão dos tritões, um evento diretamente ligado à queda do Governo Mundial e à remoção da barreira que afeta a Ilha dos Homens-Peixe.
Ao possuir ambas as chaves, Luffy se torna o catalisador necessário para cumprir a promessa de Joy Boy: derrubar as estruturas opressivas, unificar os mares e, finalmente, concretizar um novo mundo, conforme narrado nas inscrições antigas.