Nova teoria sugere que o corpo de griffith está em conflito com os instintos herdados do filho de guts e casca
Uma interpretação recente explora o conflito interno do falcão branco, impulsionado pela natureza humana do seu novo corpo.
Uma análise aprofundada sobre a mitologia em torno de Griffith, o Falcão Branco, e o Filho do Luar (Moonlight Child) sugere uma camada trágica de conflito psicológico e biológico moldando as ações do lorde reencarnado. A teoria central postula que o novo corpo de Griffith não é apenas um receptáculo físico, mas sim uma manifestação direta da criança nascida de Guts e Casca, carregando instintos humanos profundos que ele luta para reprimir.
A Reação Inicial ao Renascimento
Um ponto crucial desta interpretação reside no momento exato do renascimento de Femto (a forma demoníaca de Griffith) após o Eclipse. Diz-se que o primeiro ser para o qual seus olhos se voltam é Guts. Este foco imediato é visto não como uma decisão consciente de seu ser divino, mas como uma reação visceral do corpo físico, que ainda carrega a memória genética de seus pais biológicos.
Nesta perspectiva, o corpo de Griffith operaria em dois níveis: a consciência de Griffith, obcecada por seu ideal demoníaco e poder, e o hospedeiro que, em um nível instintivo, reconhece laços primários.
O Reconhecimento por Casca e Guts
O argumento desenvolve-se a partir da ideia de que este corpo, derivado da união de Guts e Casca, age inconscientemente como uma criança que reconhece seus genitores. Especificamente, o corpo tenderia a reconhecer Casca como uma figura materna. É este mecanismo instintivo que supostamente explica a atração inexplicável sentida por Griffith em relação a Casca nas noites de lua cheia, um comportamento que não seria ditado pelo desejo romântico ou sádico de Griffith, mas sim pela reação do receptáculo.
A Captura como Supressão de Humanidade
Se essa teoria se sustenta, o sequestro de Casca por Griffith ganha um novo significado trágico. Em vez de ser motivado por amor, desejo ou simples crueldade, a ação seria uma tentativa desesperada de controle: silenciar o corpo orgânico e suprimir os traços humanos residuais que ele não conseguiu erradicar completamente com a ascensão ao Fantasma da Idade das Trevas. Trata-se de uma batalha contra sua própria carne e as memórias biológicas que ela carrega.
O Protetor Estranho: O Filho do Luar
A manifestação astral do Filho do Luar é vista como a prova mais forte dessa contenção de humanidade. A entidade não age como um demônio ou sob a influência de Griffith. Pelo contrário, o Filho do Luar intervém em momentos críticos para proteger Guts, como durante os eventos nas terras Kushan ou mesmo na Ilha do Mar de Deus, impedindo o protagonista de sucumbir completamente ao estado berserker.
Esta proteção constante é interpretada como a parte humana, a essência da criança que se recusa a desaparecer, agindo de forma independente para garantir a sobrevivência de Guts, que, por sua vez, é o pai biológico de sua forma física temporária. Mesmo o momento de hesitação de Griffith ao confrontar Guts quando este perde o controle em batalhas recentes é visto como um lapso, uma falha do controle total de Griffith sobre o corpo que ainda o reconhece como uma figura paternal.
Nesta interpretação sombria, Griffith alcançou a divindade, mas encontra-se perpetuamente assombrado pelo legado humano aprisionado em sua forma. Seu maior adversário não é o espadachim empunhando a Espada Matadora de Dragões, mas sim os ecos inextinguíveis da humanidade que ele sacrificou, mas de onde ele não pode escapar completamente.