Teoria explora a conexão entre os dois hogyokus e a estrutura única dos olhos do rei das almas
Uma análise aprofundada sugere que os dois hogyokus podem ser as pupilas ausentes do rei das almas, o que explicaria eventos cruciais da trama.
Uma linha de raciocínio fascinante tem emergido ao analisar as capacidades visuais do Rei das Almas (Soul King) em comparação com seu sucessor, Yhwach. Enquanto Yhwach, portador do Almighty, possuía três pupilas funcionais por olho, registros indicam que o Rei das Almas possuía quatro. Essa discrepância levanta uma questão central: o que aconteceu com as duas pupilas que faltam no esquema de Yhwach?
A teoria sugere que as duas pupilas ausentes do Rei das Almas representam os dois hogyokus existentes. Se essa premissa for verdadeira, implicaria que Sosuke Aizen precisou fundir esses dois artefatos para realinhar e desbloquear todo o potencial inerente aos olhos do Rei das Almas, algo que nem mesmo Yhwach conseguiu replicar plenamente devido à sua constituição diferente.
O Desejo Manifestado pelos Hogyokus
O cerne dessa especulação reside na própria natureza do hogyoku. Este artefato é notório por materializar os desejos mais profundos de quem o possui ou está próximo, atuando diretamente no subconsciente. Esse mecanismo é coerente com a derrota de Aizen, que, conforme analisado, desejava inconscientemente a solidão em vez do domínio absoluto, resultando em sua prisão.
A comparação com o Almighty é pertinente, pois ambos os poderes lidam com a manifestação de futuros desejados ou prováveis. Contudo, o hogyoku opera de uma maneira mais inerente e reativa aos desejos internos, mesmo aqueles reprimidos.
O Destino Trágico do Rei das Almas
A aplicação dessa ótica ao Rei das Almas oferece uma nova perspectiva sobre seu fim. Muitos assumem que o Rei das Almas viu o futuro, aceitou seu destino como pilar da Soul Society e se permitiu ser desmantelado conscientemente para manter o equilíbrio cósmico. Todavia, se o Rei das Almas também possuía os hogyokus integrados, seu destino poderia ter sido uma manifestação de seus desejos mais profundos e não reconhecidos.
O medo, o cansaço com a eternidade, ou até mesmo um desejo latente de mudança, poderiam ter sido amplificados pelos hogyokus, guiando o Rei das Almas para o caminho da própria destruição. Isso tornaria o ato de sua capitulação menos uma jogada estratégica e mais uma inevitabilidade metafísica.
Manipulação Subtil de Ichibe Hyosube
A complexidade aumenta ao considerar o papel de Ichibe Hyosube, o mestre das palavras e guardião do nome. A teoria propõe que Ichibe, como conselheiro de longa data, poderia ter manipulado os desejos do Rei das Almas através de comunicações cuidadosamente escolhidas. Dessa forma, a consequência de Ichibe seria um ato de autossabotagem do Rei das Almas, impossível de ser antecipado conscientemente, pois a traição estaria encapsulada apenas nas intenções ocultas de Ichibe, que parecia um aliado inquestionável em qualquer visão futura acessível ao monarca.
Essa manipulação sutil explicaria como uma traição poderia ocorrer sem gerar visões de alerta para o Rei das Almas. Se os desejos mais íntimos fossem direcionados por Ichibe para aceitar a aniquilação, os próprios hogyokus, funcionando como as pupilas extras, garantiriam que esse futuro, mesmo que inconsciente, se concretizasse. Essa possível ligação entre a estrutura ocular incompleta de Yhwach e os artefatos de transformação de Aizen oferece uma camada adicional de profundidade à lore central da obra de Tite Kubo.