Teoria sugere que a letra 'd' em one piece representa uma lua crescente e o desfecho de um mundo quebrado
Uma interpretação fascinante propõe que o 'D.' não é apenas uma inicial, mas um símbolo ancestral de um clã ligado à lua.
Uma linha de raciocínio intrigante desafia a percepção comum sobre o significado da letra 'D.' no universo de One Piece, sugerindo que este símbolo carrega uma herança muito mais profunda do que uma simples inicial de nome.
A teoria postula que 'D.' foi, originalmente, a representação gráfica de uma lua crescente, um emblema do Antigo Reino. Com a ascensão do Governo Mundial, a simbologia teria sido desvirtuada e transformada em uma letra do alfabeto, visando apagar seu significado original e o poder do clã associado a ela.
A Metáfora do Mundo Incompleto
A motivação para tal marcação estaria intrinsecamente ligada à condição do mundo ficcional. A ideia central é que o clã dos 'D.' seriam os 'povo da meia-lua', esperando o momento de restaurar a integridade do planeta. Essa quebra é reiterada pela própria geografia do mundo, onde a Red Line divide literalmente os oceanos, criando uma sensação palpável de cisão e incompletude.
Se o Antigo Reino era representado pela lua cheia, um símbolo de plenitude, sua destruição teria levado os sobreviventes a adotarem a lua crescente como sua insígnia. Tratava-se, assim, de um símbolo poderoso para algo inacabado, uma promessa de restauração.
Conexões Lunares Espalhadas pelo Enredo
A persistência da temática lunar na narrativa fornece um forte suporte para essa interpretação. Vários elementos cruciais parecem convergir para essa antiga associação com o corpo celeste. O próprio nome Kozuki, por exemplo, traduz-se como 'luz da lua', e o clã ostenta um brasão que remete a uma meia-lua.
Adicionalmente, a fisiologia dos Minks, que sofrem transformações drásticas sob a lua cheia, e a descoberta de Enel sobre uma civilização avançada lunar conectam a história antiga do mundo à esfera celeste. O Século Vazio, período histórico perdido, é visto como a era que encobriu essa sociedade altamente desenvolvida.
Uma análise dos murais gravados em Elbaf reforça essa conexão textual com a dualidade da lua. Versos antigos descrevem:
- 'Aqueles das luas crescentes sonharam. Aqueles da lua sonharam.'
- 'Homem mata o sol e se tornou deus, e o deus do mar se enfureceu. E eles nunca se encontrarão.'
Outra passagem sugere que, em meio ao caos, remanescentes resistentes ouvem a 'voz da meia-lua', enquanto o 'deus do sol' dança, guiando o mundo ao seu fim, antes que o sol retorne para um novo amanhecer. Essa dicotomia entre o sol e a lua, e a menção explícita aos 'sonhos da meia-lua', sugere que a oposição entre a integridade perdida e a promessa de um novo dia está codificada no próprio símbolo dos revolucionários e potenciais herdeiros do Antigo Reino, o clã 'D.'.