A trajetória de kokushibo: O que mudaria se ele superasse yoriichi após a transformação demoníaca

Uma análise hipotética sobre o destino de Kokushibo caso ele tivesse atingido um poder superior ao de Yoriichi após se tornar um demônio.

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Analista de Mangá Shounen

31/01/2026 às 10:04

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A ascensão de Kokushibo a Lua Superior Um, o mais forte entre os demônios sob o comando de Muzan Kibutsuji, é um marco de poder e tragédia na narrativa de Kimetsu no Yaiba. Entretanto, surge um questionamento fascinante sobre a linha do tempo alternativa: o que ocorreria se sua determinação em se tornar o ser mais forte tivesse se concretizado em um domínio superlativo, superando até mesmo o lendário espadachim caçador de demônios, Yoriichi Tsugikuni, mesmo após sua transformação demoníaca?

O Peso da Ambição e o Limite do Poder

Kokushibo, cujo nome de nascimento era Michikatsu Tsugikuni, sempre foi assombrado pela sombra de seu irmão gêmeo, Yoriichi. Sua transição para demônio foi, em grande parte, motivada pela inveja e pelo desejo desesperado de transcender os limites humanos e alcançar a perfeição na esgrima, algo que ele sentia que só seria possível através da imortalidade e força demoníaca. Se ele tivesse efetivamente ultrapassado o poder de Yoriichi - um feito que nem mesmo Muzan conseguiu em seu auge -, o cenário de batalha contra os Caçadores de Demônios seria radicalmente alterado.

A Anulação da Maior Ameaça

A principal consequência seria a eliminação da única entidade historicamente capaz de derrotar um demônio estabelecido em seu poder máximo. Yoriichi representava a imperfeição da humanidade que conseguia transcender o limite do poder, algo que Kokushibo ansiava imitar. Se Kokushibo alcançasse esse patamar, a Demon Slayer Corps perderia sua maior esperança e, possivelmente, toda a sua estrutura seria desmoronada mais rapidamente. A busca por um sucessor ou um paralelo como Tanjiro Kamado seria inútil, visto que o marco de excelência seria inatingível.

Neste cenário hipotético, um Kokushibo onipotente não precisaria mais se contentar com a mera existência como um dos Sete Espadas, ou mesmo servir a Muzan. Sua motivação inicial era sobre transcendência individual e domínio da arte da espada. Ter Yoriichi definitivamente superado o transformaria em um paradigma de poder absoluto. O que faria um ser que atingiu o ápice de sua ambição? A inércia seria uma possibilidade real.

O Futuro de um Ser Sem Rivais

A natureza de um ser que não possui mais um objetivo claro frequentemente leva à estagnação ou à busca por novos desafios existenciais. Para Kokushibo, que dedicou séculos à prática marcial, a ausência de um rival digno significaria o fim de seu propósito central. Ele poderia optar por um retiro, dedicado a aprimorar ainda mais formas inéditas da respiração da Lua, que já eram aprimoramentos das técnicas do Sol. Artes marciais, para ele, eram a própria razão de viver.

Alternativamente, um Kokushibo dominante poderia se tornar um tirano mais ativo, não apenas como um general de Muzan, mas como um poder independente. Seu foco mudaria de provar sua superioridade sobre Yoriichi para talvez subjugar o próprio Muzan, visto que sua nova força o colocaria acima do criador. A dinâmica de poder entre o Rei Demônio e o demônio mais forte seria quebrada, abrindo caminho para uma guerra interna ou uma redefinição completa da hierarquia do mundo demoníaco.

A complexidade reside no fato de que a tragédia de Kokushibo estava ligada à sua incapacidade de superar genuinamente Yoriichi enquanto humano. Ao obter esse poder em sua forma demoníaca, a motivação que o impulsionava por eras desapareceria, forçando-o a confrontar um vazio existencial, mesmo que cercado por uma força invencível. O que resta para um espadachim que atingiu a perfeição, mas perdeu sua humanidade no processo?

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Analista de Mangá Shounen

Especializado em análise aprofundada de mangás de ação e batalhas (shounen), com foco em narrativas complexas, desenvolvimento de enredo e teorias de fãs. Experiência em desconstrução de arcos narrativos e especulações baseadas em detalhes canônicos.