Variação de solo leveling utiliza nomes japoneses em produtos licenciados
Uma versão de um jogo de Solo Leveling, associada a uma colaboração com a Sega, adota nomes japoneses para os personagens, sugerindo uma adaptação para o mercado nipônico.
A descoberta de um produto licenciado baseado na popular franquia Solo Leveling revelou uma interessante variação na nomenclatura dos personagens. Em um item de colecionador, adquirido em uma loja de artigos de anime, notou-se que os nomes utilizados eram os originais japoneses, em vez das traduções coreanas que se tornaram mais reconhecidas internacionalmente através do mangá e, mais recentemente, do anime.
Este achado específico está ligado a um item da linha Sega xross link, uma colaboração que, aparentemente, foi pensada com uma versão do anime ambientada no Japão. Essa contextualização é a chave para entender a alteração ortográfica e nominativa. Enquanto a maioria dos fãs ocidentais e até mesmo brasileiros conhece os personagens por suas designações coreanas - como Sung Jinwoo -, essa tiragem específica utiliza as versões japonesas de seus nomes.
A importância da localização de nomes
A localização de nomes em mídias adaptadas, especialmente aquelas que cruzam fronteiras culturais como o webtoon sul-coreano Solo Leveling (originalmente Na Honjaman Rebereop), é um ponto crucial para editores e distribuidores. O processo de adaptação frequentemente envolve a escolha entre manter a autenticidade cultural (usando nomes coreanos) ou facilitar a recepção em um novo mercado (adaptando a fonética ou mudando para nomes locais). No caso japonês, a conversão para o sistema de escrita local é mandatória para a publicação oficial.
O uso de nomes japoneses sugere que esses produtos foram direcionados especificamente ao público do Japão, onde a obra já possuía forte reconhecimento, seja através do mangá ou de alguma outra mídia prévia ao anime global. Para os colecionadores, isso representa uma peça de nicho, que documenta a trajetória de adaptação da obra para diferentes regiões.
A dublagem e a legendagem do anime, por exemplo, oscilam entre o respeito pela origem e a fluidez da narração. Quando se trata de produtos físicos e colecionáveis, como o mencionado item da Sega, as decisões editoriais são mais cruciais, pois fixam uma nomenclatura específica para aquele conjunto de mercadorias. É um detalhe que agrada aos colecionadores mais atentos à história da produção e distribuição da franquia em diferentes territórios.