A ambição de griffith: O plano de expansão global e o inevitável conflito com os outros membros da mão de deus

A visão de Griffith de um reino mundial sugere um confronto direto com as atuais potências interdimensionais, como o Culto do Deus do Fogo.

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Analista de Mangá Shounen

28/11/2025 às 19:58

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A ascensão de Griffith como Femto e sua subsequente fundação do Reino de Falconia trouxeram uma nova ordem ao mundo de Berserk, caracterizada pela paz aparente sob seu domínio. No entanto, a verdadeira magnitude de sua ambição, que visa a expansão de seu reino por todo o globo, levanta questões cruciais sobre a geopolítica sobrenatural estabelecida na narrativa.

Esta meta de domínio mundial não é apenas um plano de expansão territorial comum; ela implica uma colisão direta com as zonas de influência já estabelecidas pelos outros membros da Mão de Deus. Estes seres, cada um com seus próprios desígnios e súditos, representam barreiras significativas para a concretização do sonho universal de Griffith.

A Arquitetura do Poder Sobrenatural

O universo de Berserk, moldado pelo Eclipse e pelas regras do Mundo dos Demônios, é rigidamente segmentado em esferas de influência mística. Cada apóstolo ou entidade ligada a um dos cinco membros da Mão de Deus solidifica o poder de seu patrono em certas regiões ou conceitos.

Um exemplo proeminente desse balanço de poder é a existência do Culto do Deus do Fogo. Esta facção, presumivelmente sob a égide ou influência de um dos outros membros divinos - como Conrad, associado a pandemias e frio, ou Ubik, ligado à ilusão -, mantém seu próprio domínio e base de poder territorial. A investida de Griffith, que busca unificar todas as terras sob Falconia, inevitavelmente minaria a autoridade dessas entidades estabelecidas.

O Fator Ideológico e a Guerra Santa

A expansão de Griffith parece ser fundamentada não apenas em força militar, mas em uma aceitação quase messiânica por parte dos humanos, que buscam refúgio da constante ameaça de criaturas sobrenaturais. No entanto, enquanto Griffith oferece segurança física, os outros membros da Mão de Deus operam através do medo, da degradação espiritual ou da manipulação filosófica.

Para Griffith efetivar seu plano de hegemonia total, ele precisaria neutralizar ou absorver esses centros de poder paralelos. Uma confrontação direta com os seguidores do Culto do Deus do Fogo, por exemplo, seria mais do que uma guerra por terra; seria uma guerra ideológica sobre qual visão de mundo e qual entidade celestial tem o direito de governar a humanidade.

Implicações para a Narrativa

A escala da ambição de Griffith sugere que a fase atual do mangá se moverá inevitavelmente para um conflito de proporções cósmicas, uma guerra aberta entre os filhos de Guts e Casca e o establishment celestial. O aparente status quo de paz em Falconia seria apenas um interlúdio antes que ele se voltasse para o exterior, para desafiar aqueles que já detinham postos de poder no plano astral.

O caminho para o domínio mundial de Griffith exige, portanto, a desconstrução do equilíbrio de poder que a própria Mão de Deus estabeleceu após o Eclipse, forçando os outros membros a reagir ou a aceitar a supremacia de Femto. Essa escalada de poder promete redefinir o conflito central da saga, movendo o foco da sobrevivência pessoal para a soberania global contra as forças do mal manifestas.

An

Analista de Mangá Shounen

Especializado em análise aprofundada de mangás de ação e batalhas (shounen), com foco em narrativas complexas, desenvolvimento de enredo e teorias de fãs. Experiência em desconstrução de arcos narrativos e especulações baseadas em detalhes canônicos.