Análise de poder em naruto: O impacto da ausência das células de hashirama em obito uchiha
A ausência das células de Hashirama em Obito Uchiha após o incidente levanta questões cruciais sobre seu potencial máximo e o confronto final contra Kakashi.
A trajetória de Obito Uchiha na saga Naruto é marcada por eventos dramáticos e ganhos de poder substanciais, notavelmente após receber enxertos de células do lendário Hashirama Senju. No entanto, uma análise aprofundada sobre o período seguinte ao seu esmagamento, quando ele já estava em posse do Mangekyou Sharingan Eterno, mas sem os enxertos, reabre o debate sobre seu potencial em um confronto direto contra seu antigo amigo e rival, Kakashi Hatake.
A premissa central gira em torno de saber se, sem o auxílio adicional das células de Hashirama, Obito ainda manteria a mesma superioridade esmagadora sobre Kakashi que demonstrou em momentos cruciais da Quarta Guerra Ninja. As células de Hashirama são notoriamente responsáveis por conceder uma vitalidade imensa e, principalmente, potencializar os poderes dos usuários do Sharingan, como visto em Madara Uchiha. A ausência desse fator biológico significaria que o poder de Obito estaria estritamente limitado ao seu Mangekyou Sharingan Eterno e às habilidades adquiridas através do Kamui.
O Limite do Mangekyou Sharingan sem Suporte Genético
O Mangekyou Sharingan Eterno concede a Obito o controle perpétuo sobre o Kamui, aniquilando a fadiga ocular que aflige usuários normais do tomoe mais avançado. Para muitos estrategistas e observadores do universo Naruto, este poder, por si só, já o coloca em um patamar de ameaça absoluta. No entanto, a incorporação das células de Hashirama conferiu-lhe uma reserva de chakra massiva e uma regeneração acelerada, características cruciais para sustentar técnicas de alto custo energético.
Sem esse suporte, Obito estaria mais vulnerável ao cansaço extremo, mesmo com a bênção do poder eterno em seus olhos. Um duelo prolongado contra Kakashi, que se destacou pela sua capacidade de gerenciar o chakra de forma eficiente e por sua inteligência tática, poderia se tornar mais equilibrado. Kakashi, mesmo após adquirir o poder do Oito Portões Internos e o Mangekyou Sharingan (embora não eterno), sempre dependeu de sua astúcia para compensar a diferença de poder bruto com Obito e Madara.
Questões sobre a Não Ativação do Rinnegan
Outro ponto intrigante que surge quando se pensa na biologia alternativa de Obito é a ausência da manifestação do Rinnegan. Usuários que implantam células de Hashirama, como Madara e, posteriormente, Nagato, acabam despertando o Dōjutsu supremo do clã Ōtsutsuki. Se Obito estava apto a receber as células, mas não as utilizou ou não as integrou de forma a despertar o Rinnegan, isso sugere que seu caminho para o poder máximo foi ativamente desviado ou interrompido.
O desejo de Obito sempre se concentrou em atingir um objetivo específico: o Tsukuyomi Infinito, usando o poder do Dez Caudas. Seria possível que ele não tivesse buscado ativamente o Rinnegan ou a forma final do Eternal Mangekyou Sharingan, pois o foco estava em outros componentes necessários para seu plano mestre? Esta especulação aponta para uma escolha estratégica, ou talvez uma limitação intrínseca do seu corpo, diferente da de outros antagonistas que buscaram a plenitude dos poderes oculares lendários.
Em última análise, mesmo sem os aprimoramentos das células de Hashirama, a habilidade de Obito de manipular o espaço-tempo com o Kamui, combinada com seu conhecimento sobre táticas de guerra e seu intelecto afiado, o manteria como um adversário extremamente perigoso para Kakashi. Contudo, a ausência daquela capacidade regenerativa e do chakra extra ofereceria a Kakashi a margem de manobra tática necessária para, talvez, capitalizar em um erro momentâneo do portador do Sharingan.