O destino de muzan após a conquista da flor de espinho azul: Uma análise especulativa
Se Muzan Kibutsuji tivesse alcançado a Flor de Espinho Azul, sua existência perderia o propósito fundamental. O que aconteceria com o demônio primordial?
A busca incessante de Muzan Kibutsuji pela mítica Flor de Espinho Azul é o eixo central de sua existência em Kimetsu no Yaiba (Demon Slayer). No entanto, o que realmente ocorreria se o Progenitor dos Demônios tivesse sucesso em sua jornada secular para imortalizar-se completamente, conquistando a imunidade à luz solar?
A premissa levantada pelo mistério da Flor de Espinho Azul transforma-se em um fascinante exercício de especulação sobre a motivação primária do vilão. Caso ele finalmente eliminasse toda a sua fraqueza, a necessidade que impulsionava a criação de luas superiores e a subjugação da humanidade desapareceria dramaticamente.
A perda do propósito existencial
A essência do sofrimento de Muzan não residia apenas no medo da morte, mas na sua incapacidade de viver plenamente. O desejo de alcançar a perfeição biológica e transcender suas limitações o forçou a criar o sistema demoníaco. Sem a ameaça do sol, essa intrincada máquina de dominação e transformação tornaria-se obsoleta.
A ausência de medo permitiria que Muzan se tornasse, essencialmente, um ser imortal invulnerável. A questão central, então, deixa de ser como ele destruiria o Sistema Caçador de Demônios e passa a ser: o que um ser com poder absoluto e sem fraquezas faria a seguir?
A estagnação da imortalidade
É provável que Muzan se transformasse em um ser estagnado. Sua personalidade, moldada pela covardia e pela obsessão, não favorece a busca por novos objetivos como governar o mundo abertamente. Ele nunca demonstrou interesse em política ou domínio territorial no sentido humano. Sua ambição sempre foi sobre a sobrevivência e o poder inerente à sua condição demoníaca.
Se ele alcançasse a forma perfeita, sem a necessidade de se esconder ou de utilizar demônios como ferramentas descartáveis, ele poderia simplesmente se isolar. Poderíamos vislumbrar um Muzan vivendo em reclusão, talvez observando a humanidade de longe, sem a pressa ou o desespero que o caracterizaram durante séculos. O fim da caçada significaria o fim da ação, levando a uma existência passiva.
A natureza caótica e paranoica de Muzan sugere que ele dificilmente se contentaria em ser apenas um observador tranquilo. A imortalidade plena, sem um desafio constante, poderia se manifestar como um tédio insuportável, contrastando drasticamente com a energia destrutiva que ele impunha ao mundo. Este cenário enfatiza que, para Muzan, a jornada para erradicar sua vulnerabilidade era, ironicamente, o que dava sentido à sua longa vida.
O arco narrativo, que culminou na derrota final do vilão, estabelece que a superação de suas falhas era inseparável de sua própria identidade. A conquista da Flor de Espinho Azul significaria a anulação do conflito central do mangá, resultando em um Muzan que, embora invencível, seria também um ser sem propósito ativo no universo de Kimetsu no Yaiba.