Evidências sólidas reforçam a autoria da trupe fantasma no massacre do clã kurta
Apesar das negociações narrativas, as ações e testemunhos no mangá Hunter x Hunter cimentam a responsabilidade da Trupe Fantasma pelo extermínio do clã Kurta.
Apesar do tempo decorrido, persistem discussões sobre a verdadeira autoria do brutal massacre do clã Kurta, um dos eventos mais sombrios na mitologia de Hunter x Hunter. Contudo, a análise retrospectiva do material canônico - diálogos e eventos estabelecidos - aponta de maneira inequívoca para a Brigada Fantasma (ou Trupe Fantasma) como a responsável pelo extermínio e pela subsequente apropriação dos Olhos Escarlates.
O ponto central da confirmação reside nas próprias declarações dos membros da Brigada. Durante o Arco da Feira de Yorknew, confirmações diretas foram feitas por Uvogin, que mencionou que o líder do grupo desejava especificamente os olhos do clã. Posteriormente, Pakunoda e Feitan também confirmaram que um dos membros do clã havia conseguido escapar da carnificina inicial, detalhes que só fariam sentido se a Brigada estivesse ativamente envolvida na caçada e na coleta dos olhos.
Análise de contra-argumentos e contexto narrativo
Críticos tentam argumentar que tais declarações seriam apenas táticas para provocar Kurapika, o sobrevivente do clã. No entanto, essa justificativa falha ao considerar a linha do tempo dos confrontos. Se Uvogin não tivesse participado da ação original, ele não teria a memória precisa para usar o evento como arma psicológica eficaz contra Kurapika desde o início.
Ademais, caso a Brigada Fantasma fosse inocente, seria logicamente esperado que tivessem se esforçado para esclarecer o mal-entendido diretamente com Kurapika, especialmente quando a vida do líder, Chrollo Lucilfer, estava em jogo durante o duelo contra Hisoka. A motivação de “manter a imagem da Brigada” não justificaria o silêncio diante de um inimigo tão focado em vingança, cujas ações poderiam comprometer a segurança do chefe.
Padrão de violência da Brigada Fantasma
A malevolência da Trupe Fantasma já havia sido estabelecida através de múltiplos atos de violência indiscriminada contra pessoas comuns ou jogadores sem importância estratégica. Exemplos notórios incluem o assassinato de um homem por Uvogin apenas para conseguir uma bebida, ou a eliminação de guarda-costas de Battera e a matança de jogadores aleatórios durante o jogo Greed Island, realizada por Feitan e Phinks. Até mesmo em combate direto, como no confronto entre Chrollo e Hisoka, Chrollo demonstrou total desprezo pela vida ao massacrar o árbitro e parte da plateia do estádio.
Com esse histórico consistente de crueldade gratuita e o desejo de obter itens valiosos (como os olhos), a hipótese de terem massacrado um clã inteiro por um tesouro cobiçado se encaixa perfeitamente em seu perfil de antagonistas. A ideia de que, meta-narrativamente, não seriam eles os culpados representaria um recurso de enredo preguiçoso, um asspull (reviravolta forçada) que alienaria profundamente o propósito construído para o personagem Kurapika e minaria a seriedade estabelecida pelo autor Yoshihiro Togashi.
É compreensível que admiradores dos membros da Brigada busquem mitigar a vilania de personagens favoritos, mas a narrativa estabeleceu o envolvimento da organização. É possível apreciar a complexidade e o carisma de personagens mesmo reconhecendo a profundidade de seus atos malignos, um equilíbrio que a obra faz questão de explorar profundamente.