Análise aponta falta de desenvolvimento para ninjas coadjuvantes de konoha na era pós-shippuden
Aprofundamento da trama de Naruto sugere que mais membros da geração shinobi poderiam ter tido destaque.
A narrativa de Naruto, especialmente após o salto temporal conhecido como Shippuden, é frequentemente elogiada por seus arcos dramáticos e pelo desenvolvimento central de seus protagonistas. Contudo, uma análise detalhada da progressão dos personagens revela uma disparidade significativa no tratamento dado aos membros do grupo conhecido como Konoha 11.
Muitos espectadores e leitores apontam que, dos onze jovens ninjas de Konoha, apenas um número limitado recebeu o que pode ser considerado um desenvolvimento substancial na segunda metade da série. Naruto, Sakura, Neji, Hinata, Choji e Shikamaru são geralmente citados como os que tiveram arcos mais consistentes, aos quais se pode adicionar Sai, que foi introduzido tardiamente.
Onde ficaram os demais?
Em contraste, personagens como Shino, Kiba, Ino, Lee e Tenten muitas vezes ficaram relegados a papéis secundários, permanecendo estagnados em termos de profundidade narrativa ou poder de combate, apesar de representarem a força de uma nova geração ninja. A percepção geral é que a ênfase excessiva nos conflitos centrais (Naruto versus Akatsuki e, posteriormente, a Quarta Grande Guerra Ninja) consumiu o tempo de tela necessário para explorar o potencial completo desses indivíduos.
O principal ponto de discussão reside na escassez de oportunidades para esses ninjas brilharem, seja através de batalhas memoráveis ou de revelações sobre seus passados ou motivações. A maneira mais eficaz de demonstrar o crescimento ou a estagnação de um personagem, argumenta-se, é através de confrontos significativos e tempo dedicado ao seu arco pessoal.
Alternativas para expandir a trama
Para mitigar essa lacuna narrativa, surgem duas propostas principais que poderiam ter enriquecido o escopo da história. A primeira foca em integrar melhor esses personagens durante a Quarta Grande Guerra Ninja. Embora tivessem papéis definidos, uma expansão de suas lutas e desafios individuais poderia ter tornado o clímax da série ainda mais abrangente, honrando todos os envolvidos na defesa do mundo shinobi.
A segunda sugestão aponta para um momento anterior na narrativa: o confronto direto com a organização Akatsuki. Historicamente, a Akatsuki era retratada como uma ameaça global, impulsionada por membros extremamente poderosos, como Itachi Uchiha e Pain. O potencial para elevar o status dos outros onze ninjas residia em forçar confrontos mais equilibrados ou em criar missões secundárias cruciais que exigissem a participação desse grupo, dando-lhes vitórias ou derrotas impactantes que alterassem sua trajetória.
Uma das formas de executar isso seria introduzir mais membros na estrutura da Akatsuki, oferecendo adversários variados para os times coadjuvantes, ou alocar os membros existentes em batalhas onde os ninjas de Konoha pudessem se provar. Estruturar o enredo para que mais lutas fossem dedicadas a testar a nova força desses jovens ninjas teria, sem dúvida, tornado a transição para a fase adulta da série mais coesa para todo o elenco principal.